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Não há acordos escritos. Costa negoceia caso a caso

Não há acordos escritos. Costa negoceia caso a caso

O secretário-geral do PS afirmou esta quinta-feira que não fará qualquer acordo escrito de legislatura com outras forças parlamentares.

O comunicado final da reunião da Comissão Política Nacional do PS traduz esta ideia do líder socialista, não referindo qualquer compromisso escrito de início de legislatura, numa alusão aos resultados da ronda de conversações que António Costa teve com o Bloco de Esquerda, PCP, PEV, Livre e PAN na quarta-feira.

"Resultou ainda dos contactos que, à semelhança da legislatura agora finda, será prosseguida uma metodologia idêntica de apreciação prévia das propostas de orçamentos do Estado e de outras relevantes para a estabilidade governativa", refere-se no comunicado.

Fonte socialista adiantou à agência Lusa que, se o PS fizesse um acordo escrito de legislatura apenas com o Bloco de Esquerda, estaria agora a hierarquizar parceiros na nova solução política, o que dentro do PS se considera indesejável.

Por outro lado, na sua intervenção, António Costa, para desdramatizar a ausência de qualquer acordo escrito, afirmou que o teor das anteriores declarações conjuntas com o Bloco de Esquerda, PCP e PEV se esgotou há dois anos, a meio da legislatura.

O importante, segundo o secretário-geral do PS, é que o Bloco de Esquerda, PCP e PEV, assim como o Livre e o PAN, estão disponíveis para "análise conjunta prévia de orçamentos do Estado" e de outros documentos relevantes do ponto de vista político, assim como também não votam moções de rejeição ou de censura vindas de forças da direita.

No comunicado final da reunião referente aos resultados dos contactos mantidos pelo secretário-geral do PS com o Bloco de Esquerda, PCP, PEV, Livre e PAN, os socialistas dizem concluir que ficou "claro" que António Costa "tem condições para formar Governo".

"Todos os partidos manifestaram vontade de trabalhar para que haja mais quatro anos de estabilidade política, estabilidade que é essencial para o desenvolvimento do país, para a confiança que gera crescimento e para a nossa credibilidade externa", lê-se no comunicado.