Proteção

Classes média e baixa são as que contratam mais seguros de saúde

Classes média e baixa são as que contratam mais seguros de saúde

Nunca tantos portugueses detiveram seguros de saúde: cerca de 31% da população, ou seja, 2 milhões e 758 mil pessoas beneficiavam de apólices até setembro deste ano, segundo a Marktest.

Apesar de 60% da população estar isenta de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS), são as classes média, média baixa e baixa que mais contratam seguros, ou seja, a motivação não se prende com a poupança. Faro, Setúbal e Lisboa e Vale do Tejo são zonas com mais população coberta por seguros e com menor cobertura por médicos de família e tempos de espera mais elevados para consultas de especialidade e cirurgias no SNS.

"Quem tem mais dinheiro não tem problemas em pagar um especialista no privado", recordou Miguel Gouveia, economista e investigador da economia da saúde. "Os mais pobres procuram proteção para situações catastróficas, como cirurgias, que não pagariam no SNS, mas têm elevados tempos de espera", indicou, recordando que há "estudos feitos no Reino Unido, cujo SNS é semelhante ao nosso, que indicam que o setor privado e os seguros crescem onde há desinvestimento no SNS".

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