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Cursos de engenharia sem alunos preocupam a Ordem dos Engenheiros

Cursos de engenharia sem alunos preocupam a Ordem dos Engenheiros

A Ordem dos Engenheiros está preocupada com falta de candidatos no que toca aos cursos de Engenharia Civil e Agronómica, uma vez que a construção civil é responsável por 5% ou 6% do Produto Interno Bruto (PIB). A Ordem admite serem necessários mais engenheiros e diz estar disponível para colaborar com as entidades públicas no sentido de promover a divulgação destes cursos com relevância para o crescimento económico do país.

Os resultados da 1.ª fase de acesso ao ensino superior mostram que entre os dez cursos com maiores notas de entrada estão seis cursos de engenharia. Para a Ordem dos Engenheiros, é "a confirmação da importância e reconhecimento geral do papel da Engenharia para desenvolvimento de Portugal". No entanto, a Ordem admite estar preocupada com os cursos de engenharia sem alunos colocados, como acontece com Engenharia Civil e Agronómica. Para o bastonário, Fernando de Almeida Santos, estes resultados apresentam "um problema nacional e estratégico".

O bastonário admite que se o país quer cumprir os investimentos previstos, por exemplo no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), é necessário formar o dobro dos engenheiros, "tendo por princípio de que a construção é responsável por 5% ou 6% do PIB, seria preciso formar cerca de 500 engenheiros civis por ano, em média, têm sido 250". A Ordem dos Engenheiros diz estar disponível para trabalhar em conjunto com as entidades públicas, no sentido de assumir como prioridade nacional a divulgação destes cursos, que são importantes para o crescimento económico e para o desenvolvimento sustentável de Portugal.

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Em relação ao ano anterior aumentou o número de alunos colocados na 1.ª fase, subindo de 74 para 77%, ainda que tenha existido uma redução na quantidade de vagas. De acordo com a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), Engenharia Aeroespacial e Engenharia Física Tecnológica do Instituto Superior Técnico (IST) ocupa o 2º lugar com notas de entrada de 188,5 e Engenharia e Gestão Industrial da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), ocupa o 3º lugar com 187,3. Destacam-se ainda os cursos de Bioengenharia da FEUP (186,5) e de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho (186,2).

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