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Escolas vão manter-se abertas para filhos de profissionais de saúde e segurança

Escolas vão manter-se abertas para filhos de profissionais de saúde e segurança

Os profissionais de Saúde e os agentes das Força de Segurança não vão precisar de faltar ao trabalho para ficar em casa a cuidar dos filhos durante os próximos 15 dias.

As escolas fecham segunda-feira, por ordem do Governo, em função do Estado de Alerta decretado no país para tentar conter a pandemia de Covid-19. Mas algumas vão continuar a receber filhos de profissionais de saúde e das forças de segurança.

Pelo menos uma escola de cada agrupamento vai continuar aberta par acolher alunos filhos de agentes das forças de segurança e profissionais de saúde, garantiu a ministra da Presidência e Modernização Admnistrativa, Mariana Vieira da Silva, em declarações à SIC Notícias.

"Estes profissionais têm de poder trabalhar", disse Mariana Vieira da Silva, referindo-se a agentes das forças de segurança e da Saúde. "Nas medidas que tomámos, pelo menos uma escola de um agrupamento escolar vai receber os filhos dos profissionais de saúde que têm de trabalhar e não podem ficar sem um espaço para deixar os seus filhos", acrescentou a ministra, em declarações à SIC Notícias.

Na curta declaração àquele canal privado de televisão, a ministra não explicou como será levada para o terreno a medida nem especificou as escolas que ficarão abertas e a partir de quando.

O Governo decretou o Estado de Alerta em Portugal na quinta-feira à noite, após reunião do Conselho de Ministros, horas depois de António Costa, primeiro-ministro, ter anunciado o fecho de escolas e limitações em restaurantes.

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Com a declaração do Estado de Emergência, as autoridades e forças de segurança estarão disponíveis para atuar em caso de necessidade devido ao surto de Covid-19.

Sexta-feira à tarde, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, esclareceu algumas das medidas tomadas no âmbito da declaração do Estado de Alerta. Anunciou que o Estado poderá contactar os cidadãos por SMS, em caso de necessidade, e as forças de segurança vão assegurar o cumprimento das regras determinadas no âmbito da declaração de estado de emergência.

"Foi acionada a medida prevista na Lei de Bases da Proteção Civil que classifica como crime de desobediência com medida sancionatória agravada a violação de orientações e ordens dadas pelas forças de segurança no âmbito das medidas do Estado de Alerta", que tem efeito imediato e que vigora até 9 de abril, data em que será reavaliado, disse Eduardo Cabrita.

Segundo o balanço diário da Direção-Geral de Saúde, divulgado sexta-feira de manhã, estavam confirmados 112 casos positivos de Covid-19 em Portugal. Não há vítimas mortais e dois dos pacientes recuperaram.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5300 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 140 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

A OMS declarou que o epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) se deslocou da China para Europa, onde se situa o segundo caso mais grave, o da Itália, que anunciou 250 novas mortes, um recorde em 24 horas, e que regista 1.266 vítimas fatais.

O número de infetados em Itália, onde foi decretada quarentena em todas as regiões, é agora superior a 17600, cerca de 2500 mais do que na quinta-feira e praticamente metade dos quase 35 mil casos confirmados na Europa, onde se registaram perto de 1500 mortos.

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