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Faltam respostas para a vida depois do cancro da mama

Faltam respostas para a vida depois do cancro da mama

Médicos alertam que reabilitação de sobreviventes após tratamento clínico da doença requer mais atenção em áreas como a nutrição e o exercício físico.

"Quando tive o segundo carcinoma, achei que já chegava de trabalho. Tinha de cuidar de mim". É assim que Odete Carvalho, de 64 anos, recorda o dia em que se despediu do trabalho, há uma década, na Alfândega do Porto. A história com o cancro da mama começou perto dos 50 anos, numa consulta de rotina de ginecologia. Não ficou descansada com a chamada de atenção do médico e contactou o IPO do Porto.

Depois de três carcinomas, a antiga tesoureira faz parte do grupo de mulheres que sobrevivem ao cancro (que são a maioria, quando detetado na fase inicial) embora ainda não se considere "curada". Nem os médicos utilizam a expressão. Gabriela Sousa, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS), afirma que é necessário "reaprender a viver depois de ter passado pelos tratamentos".

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