Saúde

FMUP procura voluntários com diabetes tipo 2 para testar aplicação móvel

FMUP procura voluntários com diabetes tipo 2 para testar aplicação móvel

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) procuram voluntários para testar uma aplicação móvel que pretende ajudar os indivíduos com diabetes tipo 2 a controlar e gerir a doença.

A investigadora Glória Conceição explicou ao JN que a aplicação, inserida no projeto "Food Friend'', pretende ainda incentivar o indivíduo a adotar um estilo de vida mais saudável, através da monitorização automática da ingestão de alimentos e a prática de atividade física. "Queremos criar um sistema de coaching para garantir um feedback adaptado a cada utilizador", acrescentou.

Nesse sentido, a equipa de investigadores está a recrutar indivíduos com diabetes tipo 2 para usarem a aplicação móvel durante três meses, numa primeira fase, com o objetivo de perceber se a mesma "potencia mudanças comportamentais" e "melhora a saúde e autogestão da doença" .

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Além disso, como a aplicação é ainda um protótipo, pretende-se que os utilizadores voluntários contribuam para o seu melhoramento, dando a sua opinião sobre a utilização, explicou a investigadora.

Para participar no projeto, os doentes com diabetes tipo 2 devem inscrever-se através de um formulário que está disponível online. Depois da inscrição, os voluntários serão convidados a comparecer na FMUP para instalarem nos seus telemóveis a aplicação, altura em que será também feita a avaliação de algumas medidas, como o peso e perímetro de cintura.

Glória Conceição explicou ainda ao JN que a aplicação vai medir a ingestão de alimentos através do reconhecimento fotográfico, código de barras ou inserção manual.

O utilizador pode também registar os dados sobre a sua medicação, os valores da glicemia e criar notificações diárias.

Financiado pelo programa Portugal 2020, o projeto "Food Friend" envolve 17 entidades de quatro países e pretende desenvolver ferramentas para monitorizar "de modo fácil e automático", a ingestão de alimentos por pessoas com doenças crónicas.

O projeto é liderado por Alberto Freitas, sendo que os investigadores Cristina Santos, Paulo Santos, Andreia Pinto, João Viana e Glória Conceição também o integram.

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