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Covid-19

"Se for necessário, agasalhamo-nos melhor, mas temos de arejar as casas"

"Se for necessário, agasalhamo-nos melhor, mas temos de arejar as casas"

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou, esta terça-feira, em conferência de imprensa, que os portugueses têm uma "responsabilidade acrescida" durante as festas de Natal e ano novo para "não retroceder no número de casos" de covid-19 e aconselhou a "arejar as casas", sugerindo que, "se for necessário", as pessoas se agasalhem melhor.

A habitual conferência de imprensa de atualização de informação relativa à pandemia de covid-19 em Portugal marcou, esta terça-feira, o regresso da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, depois de ter testado positivo ao novo coronavírus no dia 1 de dezembro. Na conferência participou também o diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da Direção-Geral da Saúde, Valter Fonseca.

A taxa de letalidade global da covid-19 tem-se "mantido estável" e encontra-se neste momento nos 1.6%, e, acima dos 70 anos, é de 10%, informou Graça Freitas.

"Nesta época festiva, o convívio pode assumir um grande relevo na transmissão do vírus. Os afetos devem ser transmitidos mantendo a distância física. Temos uma responsabilidade acrescida de nestas festas não retroceder no número de casos. A DGS recomenda que cada um de nós cumpra as regras instituídas nos respetivos concelhos. Quanto às pessoas isoladas, não devem ver outras pessoas, nem sair de casa nem receber visitas", alertou a diretora-geral da Saúde.

Reduzir os convívios e arejar as casas

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Quanto às medidas para a época festiva, Graça Freitas voltou a lembrar que as pessoas "devem manter-se sempre as medidas básicas de higiene, seja a distância física, a correção correta da máscara, a higiene das mãos ou a etiqueta respiratória". "Devemos reduzir os nossos convívios presenciais ao mínimo possível. Não devemos passar demasiado tempo juntos".

A responsável aconselhou também as pessoas a "arejar as casas". "Temos a ideia de que somos um país muito frio e que não devemos abrir as janelas. Mas devemos arejar as casas. Se for necessário, agasalhamo-nos melhor, mas temos de arejar as nossas casas", apelou Graça Freitas.

"Neste Natal, a ciência e o conhecimento alimentam a esperança de todo o Mundo com o início da vacinação contra a covid-19. É com essa esperança que vos desejo um Natal feliz e com saúde. Quanto à vacinação, só existem três palavras: vacinar, vacinar, vacinar", afirmou.

Nova estirpe do coronavírus ainda não foi detetada em Portugal

Sobre a nova estirpe do coronavírus detetada no Reino Unido, o diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da Direção-Geral da Saúde, Valter Fonseca, afirmou que "os dados são ainda prematuros, mas esta variante tem uma alteração numa das proteínas do vírus que tudo indica parecer aumentar a transmissibilidade de pessoa para pessoa. Não parece para já aumentar a hospitalização ou mortalidade das pessoas", explicou, informando que "não foi ainda detetada esta estirpe em Portugal". "Várias amostras estão a ser continuamente vigiadas e os dados mostram que ainda não foi detetada esta estirpe", acrescentou.

Relativamente ao impacto desta variante do vírus na eficácia das vacinas, "há ainda uma incerteza científica significativa. As vacinas atuam por mais de um mecanismo, produzem vários tipos de anticorpos e é possível que mesmo com algumas mutações as vacinas mantenham uma parte da sua eficácia. É expectável que a vacina mantenha alguma da sua eficácia contra esta estirpe. Poderá ser útil vigiar de perto aquilo que vai acontecer. O objetivo da vacinação é a redução da mortalidade e proteção das pessoas mais vulneráveis", disse Valter Fonseca.

Efeitos adversos da vacina são "relativamente raros e ligeiros"

Quanto aos efeitos adversos, "os dados disponíveis mostram que a maior parte dos efeitos são muitíssimos ligeiros, além de raros", explicou o diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da DGS. "Todas as vacinas testadas demonstraram elevadíssimos níveis de segurança. Os efeitos adversos são relativamente raros e ligeiros e serão informados às pessoas. A informação será transparente. Além dos efeitos no local da administração da vacina, foram descritas dores articulares, dores musculares e alguma febre ligeira. Estes são os sintomas mais frequentes", esclareceu.

Quanto às campanhas das eleições presidenciais, Graça Freitas referiu que "vão existir vários momentos, mas o momento mais diferente de todos vai ser a possibilidade de as pessoas em isolamento poderem exercer o seu direito de voto. Essa era a grande notícia que queríamos dar". Sobre as indicações para os candidatos e aparelhos políticos de campanha, "são aquelas que já são conhecidas de todos nós. Todos sabemos aquilo que devemos saber para minimizar o risco de propagar e contrair o vírus", lembrou a diretora-geral da Saúde.

Figuras de Estado não devem ser vacinadas para já

Relativamente à vacinação das figuras de Estado e se serão momentos públicos, Valter Fonseca respondeu que "a prioridade para as primeiras tranches é destinada aos profissionais de saúde, de lares e estruturas similares. Os dados que temos mostram uma grande aceitabilidade dos profissionais de saúde para estas vacinas, que confiam sempre que há provas científicas de segurança e eficácia. Não há razões do ponto de vista científico para que as pessoas não estejam confiantes na vacinação", apontou.

"Quanto aos profissionais de saúde, o objetivo é proteger as pessoas que tratam de nós. Há uma proposta de início dessa vacinação, mas a sequência da vacinação chegará a todos", concluiu o responsável.

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