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Mais de metade dos hospitais públicos em falência técnica

Mais de metade dos hospitais públicos em falência técnica

Conselho de Finanças Públicas volta a chamar a atenção para o facto de as injeções financeiras desresponsabilizarem a gestão hospitalar.

Mais de metade dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (22 de 41) fecharam 2020 em falência técnica, com capitais próprios negativos de 1,1 mil milhões de euros. Para cerca de 60% deste valor contribuíram cinco unidades hospitalares, três da região de Lisboa e Vale do Tejo. No primeiro ano de combate à pandemia, todas as empresas do SNS registaram resultados líquidos negativos, num total de 776 milhões de euros.

Em Lisboa e Vale do Tejo, os centros hospitalares de Lisboa Central e de Setúbal e o Hospital Garcia de Orta apresentaram capitais próprios negativos de 232 milhões de euros, 78 milhões e 83 milhões, respetivamente. O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra teve 190 milhões negativos e o Centro Hospitalar Universitário do Algarve acabou 2020 com capitais próprios de 78 milhões de euros negativos. Todos juntos somam mais de metade do total de capitais próprios negativos de todos os hospitais do SNS.

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