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Marcelo pede "alternativa que se prepare para ganhar" legislativas

Marcelo pede "alternativa que se prepare para ganhar" legislativas

O presidente da República afirmou que o resultado das eleições autárquicas deve fazer os partidos "refletir" sobre a "estratégia" a seguir até às legislativas de 2023. Para Marcelo Rebelo de Sousa, embora o país precise de "estabilidade", também carece de uma "alternativa" que "se prepare para poder ganhar" essas eleições.

"Até às legislativas, para mim é uma evidência que deve haver estabilidade política governativa", sublinhou o chefe de Estado esta segunda-feira, em entrevista à TVI.

Aludindo à necessidade de recuperação socio-económica no rescaldo da pandemia, prometeu ir "até ao limite dos poderes" para ajudar a viabilizar os dois próximos Orçamentos do Estado. O Orçamento para 2022 está a ser negociado entre o PS e a Esquerda.

Marcelo considerou também que a reflexão pós-autárquica que os partidos farão "nos próximos três ou quatro meses" vai ser "decisiva" para o futuro próximo do país. Isto porque será ela a "determinar" a "estratégia" das várias forças políticas para as legislativas, considerou.

Marcelo especificou que não está em causa, necessariamente, a substituição de líderes partidários. E detalhou: uma vez que "as autárquicas têm sempre uma leitura nacional", será natural que os partidos à Esquerda do PS ponderem, de agora em diante, entre "reforçar a prazo a base de poder ou enfraquecê-la".

Já à Direita, o presidente lembrou a "fragmentação partidária" e argumentou que a formação de uma "alternativa plausível e forte" não é tanto uma questão de "liderança", mas sim de "estratégia".

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Questionado sobre se, na sua opinião, PSD e CDS poderão estar em vias de mudar de presidente, Marcelo Rebelo de Sousa foi evasivo: "Isso já não é comigo, é com os partidos". Recorde-se que os democratas-cristãos terão um congresso eletivo entre o fim de novembro e o início de dezembro e que, nos sociais-democratas, haverá eleições diretas em janeiro.

No entanto, respondendo a uma pergunta relativa a uma eventual contradição no seu discurso - entre pedir, simultaneamente, estabilidade política e a construção de uma alternativa -, o presidente avisou: "Aquilo que às vezes provoca maior instabilidade é não haver alternativas fortes".

Sobre o caso da exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada, Marcelo criticou as notícias surgidas "inopinadamente" sobre o caso, voltando a lembrar que esse género de decisões terão sempre de passar por si.

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