1932-2021

Morreu o padre Vítor Feytor Pinto

Morreu o padre Vítor Feytor Pinto

O padre Vítor Feytor Pinto morreu, esta quarta-feira, aos 89 anos. Foi um "inovador" para o seu tempo, destaca o coordenador nacional da Pastoral da Saúde.

Transportado na terça-feira para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a uma indisposição, o padre Vítor Feytor Pinto morreu durante a noite, avançou a Rádio Renascença.

O padre Feytor Pinto foi responsável pela paróquia de Campo Grande, no Patriarcado de Lisboa, e coordenou, durante vários anos, a Pastoral da Saúde em Portugal.

Foi Assistente Nacional e Diocesano da Associação Católica de Enfermeiros e Profissionais de Saúde (ACEPS), Assistente Diocesano dos Médicos Católicos e Assistente Diocesano da Associação Mundial da Federação dos Médicos Católicos (AMCP), para além de ter sido fundador do Movimento de Defesa da Vida, em Lisboa.

Vitor Francisco Xavier Feytor Pinto nasceu em 6 de março de 1932, na freguesia de Santo António dos Olivais, em Coimbra. Aos 10 anos ingressou no Seminário do Fundão e aos 23 anos foi ordenado sacerdote na Guarda.

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Mestre em Bioética e licenciado em Teologia Sistemática, foi admitido em novembro de 2005 pelo Papa Bento XVI entre os membros da Família Pontifícia, nomeando-o seu capelão, com o título de Monsenhor.

"A Vida é sempre um valor", "100 entradas para um mundo melhor" e "A palavra vivida" são alguns dos livros escritos pelo Padre Vitor Feytor Pinto.

O padre Feytor Pinto foi também membro do Conselho Pontifício para os Profissionais da Saúde e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Um "inovador" para o seu tempo

O coordenador nacional da Pastoral da Saúde, padre José Manuel Pereira de Almeida, considerou que o padre Vítor Feytor Pinto "foi sempre um inovador para o seu tempo" e "rasgou horizontes", ao fazer a transformação "da pastoral do doente para a pastoral da Saúde".

"Estava já muito fragilizado" pelos problemas de saúde, "mas deu um exemplo, vivendo o seu sofrimento com otimismo", acrescentou o padre José Manuel Pereira de Almeida, destacando também a grande experiência que Feytor Pinto "adquiriu como capelão hospitalar".

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