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Movimento de Rui Moreira diz que eleições nas CCDR são "farsa"

Movimento de Rui Moreira diz que eleições nas CCDR são "farsa"

Autarca está preocupado com eleições dos que ficarão responsáveis pela alocação de fundos europeus no pós-pandemia e apoia continuação de Freire de Sousa a norte.

Rui Moreira acredita que o novo processo de eleição dos presidentes das comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), ao invés da nomeação política que escolhia os nomes para os cargos, pode ser contraproducente nesta altura de crise.

No site de notícias da Câmara Municipal do Porto, o autarca fez saber que "se nós, neste momento, estamos a introduzir um fator de perturbação com a escolha de novas equipas, provavelmente com modelos partidários, e que não têm sequer experiência daquilo que é o quadro [comunitário de apoio] passado, temo que possamos, mais uma vez, cometer os erros que cometemos em 2009".

O movimento que encabeça, "Porto, o Nosso Movimento", colocou online um comunicado sobre o tema intitulado "Descentralização: mais uma farsa!", onde explica a preocupação com a eleição dos presidentes das CCDR, que classifica de "embuste" que "nada tem de descentralizadora".

"O grave problema é que estamos numa altura crítica: em que as CCDR assumem um papel fundamental na alocação dos fundos europeus, uma matéria de grande complexidade e muito premente. Onde a tentação de "spill over" a favor da capital exige particular atenção", desenvolve o comunicado.

O movimento tenta convencer os autarcas do Norte que participarão no processo a "assumir as suas responsabilidades" e votar no atual presidente da CCDR-Norte, Freire de Sousa.

"É por isso que defendemos a continuidade do Professor Freire de Sousa no cargo: porque tem a competência técnica e a experiência que se exige, porque tem a coragem de defender os interesses do Norte, porque tem sabido equilibrar os interesses das nossas sub-regiões. Esperamos que, independentemente das instruções dos directórios, os autarcas do Norte saibam uma vez mais assumir as suas responsabilidades", remata.

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