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PAN vai abster-se na generalidade, mas deixa tudo em aberto para votação final do OE2020

PAN vai abster-se na generalidade, mas deixa tudo em aberto para votação final do OE2020

O PAN anunciou esta quarta-feira que se vai abster na votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), deixando tudo em aberto para a apreciação final e avisando o Governo que "terá que ser mais ambicioso".

Em conferência de imprensa no parlamento, em Lisboa, e depois de PCP e Chega terem anunciado esta quarta-feira o sentido de voto na generalidade do OE2020, a líder parlamentar do PAN, Inês Sousa Real, deixou claro que o orçamento "está muito aquém" e por isso o partido não pode votar favoravelmente.

Assim, o PAN, que tem nesta legislatura quatro deputados, vai abster-se na votação de sexta-feira e espera depois pelo debate na especialidade para decidir o seu voto no final do processo orçamental, avisando que "está tudo em aberto" e deixando um alerta ao Governo de que "terá que ser mais ambicioso".

"Para o PAN, que é um partido que sempre foi aberto ao diálogo e disposto a construir pontes, não podemos deixar de dar nota que não se constroem pontes sem alicerces e nesse sentido parece-nos que o orçamento está muito aquém e que o Governo não faz um compromisso efetivo naquilo que é necessário para construirmos os alicerces para termos uma sociedade mais justa, quer do ponto de vista social, laboral e ambiental", justificou.

Inês Sousa Real afirmou ainda que o partido espera que na especialidade "o Governo tenha o particular cuidado de acolher não só as preocupações do PAN para aquilo que são as necessidades do país", como também de perceber que é preciso mais ambição "quer em matéria social quer em matéria das alterações climáticas".

"Neste momento não existe qualquer garantia, o que existe é uma abertura ao diálogo, mas como referi há pouco as opções estratégicas para o país não se fazem só de diálogo, fazem-se de ação concreta", respondeu aos jornalistas.

A líder parlamentar do PAN começou por sublinhar que "existem alguns aspetos que foram acolhidos neste Orçamento do Estado e que foram reclamados pelo partido em sede de negociação".

"Entendemos que aquilo que foi o sinal do Governo e o acolhimento das medidas reclamadas pelo PAN não é suficiente para que possamos acompanhar favoravelmente o Orçamento do Estado em sede de votação na generalidade porque fica muito aquém daquilo que é a resposta às reais preocupações e necessidades para o país", explicou.

Alterações climáticas, proteção e bem-estar animal, corrupção e reforço dos meios da justiça, violência doméstica, direitos laborais e Serviço Nacional de Saúde são áreas nas quais o PAN identifica insuficiências e falta de resposta neste orçamento.

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