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Domingos de Andrade

A proposta europeia de Macron

Após a conquista da Presidência francesa em 2017, Emmanuel Macron transformou-se no ícone político da opinião pública europeia. A forma como um moderado derrotou consecutivamente o populismo francês tranquilizou o Velho Continente e prendeu as atenções na sua liderança. A vitória nas presidenciais deste ano, arrancada a ferros perante uma França dividida entre nacionalistas e europeístas, acentuou a necessidade de a Europa ter vozes fortes.

Domingos de Andrade

O próximo destino do PSD

O meio Orçamento do Estado reflete pouco sobre o que podem ser as ambições do Governo para a legislatura, sendo certo que é a partir do documento que se aferem os caminhos. Este já foi construído e apresentado como trunfo de segurança e estabilidade por António Costa, tendo como linhas de força as contas certas e fazendo figas para que o cenário macroeconómico não piore. Mas serve sobretudo de cobertura jurídica para as medidas já tomadas de apoio às famílias e às empresas.

Domingos de Andrade

O beijo do Papa. E a ONU?

Nas manchas enegrecidas daquela bandeira que o Papa Francisco beija, vinda da "cidade martirizada de Bucha", adivinham-se os gritos incontidos de uma mulher violada. Talvez 30, talvez mais, militares, que lhe entraram pela casa adentro e que dispuseram do corpo dela. E adivinha-se uma crueldade sem fim, nas palavras do Sumo Pontífice, cometida contra mulheres e crianças, contra civis. Corpos amarrados. Pais sem filhos. Filhos sem avós. Filhos órfãos. Famílias desfeitas.

Domingos de Andrade

Cerco à liberdade

Se há fragilidade que a crise na Ucrânia expõe aos nossos olhos é a falta de uma voz de liderança europeia que pelo menos transmita a ilusão de uma saída. Porque, por estes dias, a narrativa ocidental, agora assente na ideia das sanções massivas, caiu, enquanto se revela a mudez impotente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e a necessidade de os europeus não estarem dependentes das conferências de Imprensa do outro lado do Atlântico.

Domingos de Andrade

Os caminhos de Costa

Quando António Costa percebeu que o Orçamento do Estado seria chumbado, as contas pareciam fáceis de fazer. O PSD entrava em ebulição interna, os estudos de opinião davam-lhe uma vantagem confortável sobre Rui Rio e a sua popularidade ombreava com a do presidente da República. Não se discutia quem ganharia as eleições legislativas, mas apenas a dimensão da vitória. E essa dependia da capacidade de responsabilizar os parceiros da Esquerda pela dissolução da Assembleia da República.