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Domingos de Andrade

Os vigilantes

Rui Rio poucas vezes se desdobrou tanto a marcar a agenda mediática como agora. Com o negócio mal contado da venda das barragens da EDP aos franceses da Engie, no qual os transmontanos ficaram a perder 110 milhões de euros pelo estranho caso do não pagamento do imposto do selo, o mais antigo do sistema tributário português, e pela estranha ausência de ação do Governo e do Fisco, este sempre voraz a cobrar aos contribuintes comuns e às empresas em dificuldade. E com a eficácia e a rapidez do processo de escolha dos candidatos às eleições autárquicas deste ano.

Domingos de Andrade

Não, não é normal

Como é que chegamos ao ponto a que chegamos? De um país e de um povo exemplar na forma como enfrentou a pandemia há um ano, dos aplausos e das músicas cantadas à varanda em homenagem aos enfermeiros, médicos, técnicos, auxiliares de saúde, ao plano de vacinação que não prevê o que fazer quando sobram vacinas, ao ritmo exasperante a que tudo está a ser feito, aos chicos-espertos e fura-vidas que encontram as explicações mais inaceitáveis para justificarem terem deixado tantos e mais precisados para trás.

Domingos de Andrade

Os milhares que ficam para trás

O calvário. É um caminho tortuoso sem alívio pelas palavras bem intencionadas. E, por mais que a intenção soe afinada, o tão repetido mantra de "não deixar ninguém para trás" esbarra na crueza da realidade. Mesmo que a mensagem política seja perfeita. Insistida cá pelo primeiro-ministro. Repetida na Europa por Ursula von der Leyen. A campanha de vacinação deve iniciar-se no mesmo dia em todos os estados-membros, "juntos e unidos" para começar a erradicar a pandemia. E, uma vez que estão asseguradas vacinas para todos, estaremos em condições de ajudar os nossos vizinhos e parceiros.