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Domingos de Andrade

Os milhares que ficam para trás

O calvário. É um caminho tortuoso sem alívio pelas palavras bem intencionadas. E, por mais que a intenção soe afinada, o tão repetido mantra de "não deixar ninguém para trás" esbarra na crueza da realidade. Mesmo que a mensagem política seja perfeita. Insistida cá pelo primeiro-ministro. Repetida na Europa por Ursula von der Leyen. A campanha de vacinação deve iniciar-se no mesmo dia em todos os estados-membros, "juntos e unidos" para começar a erradicar a pandemia. E, uma vez que estão asseguradas vacinas para todos, estaremos em condições de ajudar os nossos vizinhos e parceiros.

Domingos de Andrade

O jogo de sombras entre BE e PCP

Por detrás do discurso artificial sobre o fantasma de uma crise política está um teatro de sombras entre BE e PCP, em que os bloquistas não querem ficar com o peso de dar a mão ao PS e aprovarem sozinhos o Orçamento do Estado, e os comunistas, com a memória fresca da fatura eleitoral pesada do apoio dado aos socialistas na passada legislatura, oscilam entre o não, o sim e o talvez-talvez para não deixarem cair a governação nas mãos de um hipotético bloco central.

Domingos de Andrade

Ai os velhos, senhor, os velhos

"Então morrem 18 pessoas e ninguém é responsável?" A pergunta de Adrian Istratuc, pai de três filhos órfãos de mãe, filhos de Ludmila, funcionária há oito anos do lar de Reguengos de Monsaraz que morreu lentamente tratada a ben-u-ron até ser tardiamente internada, que morreu lentamente aconselhada pela Linha de Saúde 24 a tomar o remédio comum, a pergunta de Adrian sem resposta, insistimos, devia cobrir-nos, a nós, filhos, netos, sobrinhos de todos os velhos despejados em lares, de uma vergonha sem fim.