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Domingos de Andrade

O fim da coreografia

Com 86 deputados e uma derrota nas urnas, em 2015 António Costa conseguiu um acordo histórico e assegurou uma legislatura sem sobressaltos de maior - a não ser uma ameaça de crise que ele próprio reverteu a seu favor, quando a Direita deu sinais de se aliar à Esquerda na guerra da recuperação de tempo dos professores. Com 106 deputados, mais do que soma toda a Direita, estranho seria se agora abdicasse do poder que os eleitores lhe deram e se amarrasse ao Bloco de Esquerda.

Domingos de Andrade

Brincar aos tropas

A constituição de arguido do ex-ministro da Defesa no âmbito da investigação ao furto do material de guerra de Tancos por denegação de justiça e prevaricação não é apenas "socialmente destruidora", nas palavras do próprio Azeredo Lopes. É uma bomba ao retardador com data marcada para meados de setembro, altura em que deverá ser deduzida a acusação sobre o desaparecimento das armas, cujos estilhaços cairão sobre António Costa em pleno período da campanha eleitoral.

Domingos de Andrade

Votar para quê?

Há duas formas de olhar para este dia eleitoral e agir em conformidade. A primeira, é conversa de café e reza mais ou menos assim. Votar para o Parlamento Europeu, longe de nós, numa instituição perpetuadora dos eurocratas que só se lembram dos territórios de origem quando precisam do exercício temporário da democracia, pouco mais é do que ajudar a carimbar uma viagem de luxo para 21 felizardos durante uma mão cheia de anos. É um pensamento que tem como ação não votar e gozar o domingo soalheiro.