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Miguel Guedes

A lista de Boris

Era verde mas foi-se. Não deixa de ser irónico que enquanto o país ainda debate a moralidade dos critérios que levaram a cidade do Porto a ser barriga de aluguer de uma festa covid na final da Liga dos Campeões (com dezenas de milhares de ingleses embriagados, sem distanciamento e sem máscara, a desrespeitarem as regras que são exigidas - sem excepção - aos portugueses), o Governo britânico decida retirar Portugal da lista verde dos países seguros para viajar.

Miguel Guedes

Se restam autarquias ao PSD que PSD resta das autárquicas?

Quando o CDS de Assunção Cristas, há quatro anos, rompeu a coligação em Loures com o PSD de Passos Coelho devido às declarações racistas de André Ventura sobre a comunidade cigana, estaríamos longe de pensar que estaríamos perante o derradeiro momento de higiene e cerca sanitária da Direita portuguesa face ao extremismo que a iria assolar, condicionar e consumir interiormente, como um agente desagregador e corrosivo.

Miguel Guedes

Os salteadores da vacina perdida

Notícias além-fronteiras desenrolaram os fanáticos cristãos-novos da liberdade para extremo regozijo. Segundo a revista "The Independent", Portugal já não é um país totalmente democrático, passando para a categoria de "democracia com falhas". Que isso aconteça muito à custa das medidas restritivas impostas pela pandemia, é servido como o pináculo da catedral para liberalistas que esconjuram confinamentos mas, inversamente, também como alimento fundamental para a saúde pública. O facto da esmagadora maioria dos cidadãos aceitarem prescindir, sem remoque, de parte fundamental dos seus direitos e liberdades em nome da saúde pública, confirma que a covid-19 é um agente agregador e que não está a matar a democracia. Decerto, um "must" para a liberdade que se exige. O grau de solidariedade colectiva não conta para os índices.