
NUNO PINTO FRNANDES/Global Imagens
Cerca de 40 pessoas participaram, esta terça-feira, em frente à Câmara Municipal do Porto, numa meditação do movimento Es.Col.A vigiada de perto por efetivos da PSP e da Polícia Municipal, mas sem quaisquer incidentes.
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João Wandschneider, um dos promotores da iniciativa, desvalorizou a presença das forças de segurança, afirmando: "Eles lá têm as suas razões. Nós estamos aqui para meditar. Não nos sentimos ameaçados".
A meditação, que se prolongou por cerca de 45 minutos, foi realizada em cumprimento de uma das decisões tomadas em assembleia popular após o movimento Es.Col.A ser despejado, pela polícia, da escola da Fontinha, já desativada.
Explicando que o grupo pretende prosseguir estas meditações nas próximas terças-feiras, ao final da tarde, João Wandschneider afirmou que o propósito deste grupo é conseguir a "mudança do mundo", começando pela alteração de postura das próprias pessoas.
"Para o mundo mudar o seu rumo, também é necessário que nós mudemos a nossa atitude face a nós próprios", sublinhou.
"A meditação surge para equilibrar a balança", disse ainda o ativista, quando confrontado com a circunstância de esta meditação ter sido decidido na mesma assembleia popular em que se deliberou partir para a ação e reocupar, já na quarta-feira, a escola da Fontinha.
O movimento Es.Col.A tornou-se conhecido na última quinta-feira, ao ser despejado da desativada escola da Fontinha pela polícia.
Três ativistas do movimento foram então detidos e são julgados a 02 de maio.
O movimento mantinha-se na escola do Alto da Fontinha desde abril de 2011 e nele dinamizava atividades desde hortas a teatro, passando por ioga e cinema.
