
O "Virgem do Sameiro" afundou em 10 minutos, deixando os seis tripulantes 57 horas à deriva no mar, até serem resgatados. Momentos recordados, esta manhã de terça-feira pelo mestre do barco, numa conferência de Imprensa que a Associação Pro-Mar aproveitou para denunciar a falta de dispositivos de localização.
O mestre da embarcação, José Manuel Coentrão, recordou os momentos de confusão vividos a bordo do "Virgem do Sameiro". A tripulação dormia, depois de "largas horas de faina" e só o mestre vigiava o barco.
"Sentia o barco um pouco inclinado a estibordo", contou José Manuel Coentrão, que só se apercebeu que a água tinha entrada na embarcação, quando, no final do turno de duas horas, foi acordar um companheiro.
"Já tive dificuldade em entrar", recordou. "Só tive tempo de chamar o pessoal e tirar a balsa. Foi uma confusão total, porque todos queriam entrar ai mesmo tempo", disse, ao recordar que a embarcação afundou em 10 minutos. "O principal foi organizar a entrada na balsa", acrescentou.
Questionado sobre o facto de não terem um dispositivo de localização a bordo que ajudasse no resgate, o mestre do "Virgem do Sameiro" lembrou que as embarcações com menos de 15 metros não são obrigadas a ter esse tipo equipamento.
"Só gastamos dinheiro no que é mesmo preciso", conclui, em conferência de Imprensa, esta terça-feira de manhã.
