
Igor Martins/Global Imagens
Curso de arte sacra arrancou no início deste ano. Há apenas um homem entre os alunos, num ofício outrora dominado pelo universo masculino
Há em cada canto goivas e formões com que se molda a madeira, serras, tornos, compassos, plainas, máquinas para afiar as ferramentas, bancadas para domar a matéria-prima em bruto... “O trabalho não é pera doce, porque é exigente a nível físico”, testemunha o santeiro Augusto Ferreira, de S. Mamede do Coronado. Mas o curso profissional de arte sacra, que é pioneiro no país e decorre na Trofa desde fevereiro passado, faz-se quase exclusivamente com mulheres: entre os 15 formandos, há apenas um homem; elas podem salvar este ofício da extinção.

