Nacional

S.TO.P junta-se à greve às avaliações finais

O líder do sindicato STOP, André Pestana JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P) anunciou esta sexta-feira greve a todas as avaliações finais, de todos os ciclos e anos. Foi ainda anunciada greve a todo o serviço na próxima semana.

"Foram as duas formas de luta principais e já estamos a preparar o início do próximo ano letivo se o ministro não ceder, porque os profissionais da educação não podem continuar a perder direitos e a não ser dignificados", aponta o responsável do S.TO.P, André Pestana.

Esta semana, outras nove organizações sindicais de professores tinham anunciado greves às avaliações finais e aos exames, que começam a 9 de junho.

O Ministério da Educação já anunciou que vai solicitar serviços mínimos para os exames do 12.º ano, sendo que o departamento jurídico do S.TO.P já está a analisar a legitimidade dessa solicitação.

"O S.TO.P já ganhou duas ações que mostravam que os serviços mínimos eram ilegais. Não foi um colégio arbitral, não foi um parecer, foram os tribunais", lembra o responsável.

Para André Pestana, "os profissionais de educação estão cansados e já não compensa ser professor e ir dar aulas para Lisboa ou para o Algarve, porque é insustentável. Já para não falar das carreiras indignas, há pessoas com 35 anos de dedicação à escola pública que levam 709 euros para casa. Estamos aqui a zelar por uma escola pública de excelência", completa.

João Pedro Campos