Rodela de maçã ou de pão.Técnicas do chef Kiko Martins para filtrar os odores do óleo

Chef Kiko Martins revela melhores truques no uso do óleo em tempo de doces de Natal
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Mal amado por muitos, o óleo de fritar não é o demónio que se pinta. Mais, é a única solução para os fritos de Natal uma vez que "a manteiga queima e o azeite marca demasiado o sabor", esclarece o chef Kiko Martins. Veja estratégias para os fritos perfeitos partilhadas por quem sabe.
Saber usar corretamente o óleo de fritar não é uma ciência, mas obriga a alguns requisitos de forma a que o sabor dos alimentos não fique comprometido ou mesmo adulterado. Numa época do ano em que os fritos são, tantas vezes, o centro da mesa de doces, devido ao Natal, saber usar este elemento torna-se essencial para não danificar o paladar.
À Delas.pt, o chef Kiko Martins revela como usar corretamente esta gordura, quais os truques que usa e os erros que os portugueses mais cometem quando recorrem a este ingrediente. Mas, antes de mais, um alerta: "Evito óleos que escurecem rapidamente, que libertam cheiro ao aquecer ou que deixam gosto residual", afirma o cozinheiro. E justifica: "É sinal de pouca estabilidade e acaba por interferir com o resultado, sobretudo em frituras ou salteados."
Tem até um truque inesperado para preservar este elemento. Para lá do controlo da temperatura - para não queimar - Kiko Martins revela que "entre frituras", costuma "filtrar o óleo e, se for preciso, colocar uma rodela de pão ou de maçã para absorver odores". "Simples, mas resulta", promete o chef que partilha este conhecimento na sequência de uma parceria que estabeleceu com a marca Fula e com as novas composições Super 5 e o renovado Nativos Coco.
O proprietário de O Boteco do Chef Kiko e cozinheiro recomenda um óleo que seja "versátil, estável e neutro" e que "funcione bem tanto numa fritura como numa maionese. Olho muito para a resistência a altas temperaturas, para a consistência e, sobretudo, para a neutralidade de sabor. Um óleo deve cumprir a sua função técnica sem se impor ao prato.
Sobre as iguarias de Natal, o cozinheiro considera que "os sonhos, rabanadas fritas, filhós - tudo o que é fritura natalícia - precisa de óleo" porque "a manteiga queima e o azeite marca demasiado o sabor". Importa, assim, evitar erros, e o mais comum de todos eles, perpetrado pelos portugueses, é o de "usar o mesmo óleo para tudo e não respeitar temperaturas", ou seja, "ou aquecem demasiado o óleo ou reutilizam-no vezes a mais", o que "não só estraga o sabor como compromete o prato e a própria saúde".
Exigem-se, por isso, "frituras bem feitas" e "um bom óleo dá leveza e crocância". "Em salteados rápidos, sobretudo em pratos asiáticos, a neutralidade é fundamental para não interferir com os sabores. E também em massas ou bolos, onde o óleo garante textura e uniformidade sem pesar", recomenda.

