Jogos à porta fechada

Benfica avança com providência cautelar

Benfica avança com providência cautelar

O Benfica classificou, esta terça-feira, como "séria e muito grave" a decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de considerar improcedente o recurso ao castigo de um jogo à porta fechada no Estádio da Luz.

"Informamos que avançaremos de imediato com o devido procedimento cautelar, junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), com vista à suspensão dos efeitos da decisão em causa e posterior impugnação da mesma", reagiram os encarnados.

Numa curta nota publicada no seu site, o Benfica anuncia que tornará "pública uma posição sobre esta matéria" junto dos sócios na assembleia-geral de sexta-feira.

Em causa, estão processos relacionados com o alegado mau comportamento dos adeptos na época passada, situação que motivou igualmente uma partida à porta fechada para o Sporting de Braga, que alegadamente também viu o seu recurso rejeitado pelo pleno do conselho de disciplina.

O próximo jogo do Benfica no Estádio da Luz é a 7 de outubro frente ao F. C. Porto, enquanto o Braga será no dia anterior, com o Rio Ave.

Eis o comunicado do Benfica na íntegra:

"A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD entende como séria e muita grave a decisão da Federação Portuguesa de Futebol, através do Conselho de Disciplina, de considerar improcedente o seu recurso do castigo aplicado de um jogo à porta fechada no Estádio da Luz.

Informamos que avançaremos de imediato com o devido procedimento cautelar, junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), com vista à suspensão dos efeitos da decisão em causa e posterior impugnação da mesma.

A Direção do Sport Lisboa e Benfica tornará pública uma posição sobre esta matéria junto dos Sócios na próxima Assembleia Geral do Clube, que se realiza sexta-feira, dia 28 de setembro."

Braga recorre para o TAD de jogo à porta fechada

O Braga vai recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) da decisão do pleno do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

Em comunicado no site oficial, a SAD minhota lamenta que o órgão da Federação tenha feito "tábua rasa dos argumentos aduzidos" pelo Braga na defesa, "passando por isso ao lado da lei e dos princípios que norteiam o direito sancionatório em qualquer Estado de direito democrático".

"Por manter o entendimento de que o castigo imposto é desproporcional aos atos relatados, apresentará recurso junto do Tribunal Arbitral do Desporto, requerendo efeitos suspensivos", pode ler-se na nota.