Ciclismo

Volta a Portugal "age apenas perante decisões" das entidades desportivas

Volta a Portugal "age apenas perante decisões" das entidades desportivas

A Podium, empresa organizadora da Volta a Portugal em bicicleta, "mantém-se concentrada em colocar na estrada" a 83.ª edição, notando, em comunicado, que "age apenas perante decisões e resoluções das entidades que superintendem a justiça desportiva".

"A organização da Volta a Portugal em Bicicleta tem acompanhado os desenvolvimentos que têm vindo a público sobre ações levadas a cabo pela Polícia Judiciária e pela ADoP, Autoridade Antidopagem de Portugal, junto de algumas equipas profissionais de ciclismo", começa por dizer o comunicado.

A Podium recorda que, "desde a primeira hora" e "em defesa da verdade desportiva", se constituiu parte da Comissão de Estrada promovida pela Federação Portuguesa de Ciclismo, "a qual emanou um protocolo destinado à autorregulação da comunidade profissional portuguesa, constituindo um compromisso de todos os agentes envolvidos com as boas práticas desportivas".

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"Nesse documento, para além das demais obrigações desportivas e perante o compromisso de autorregulação da comunidade, a organização da Volta a Portugal comprometeu-se também a convidar todas as equipas profissionais portuguesas para participarem na prova. Sem prejuízo deste compromisso, a Podium, que não pode atuar nestes casos no tempo dos media, aguarda e age apenas perante decisões e resoluções das entidades que superintendem a justiça desportiva", nota.

A organizadora da Volta ressalva que, "ainda que alguns corredores e uma equipa tenham sido, entretanto, visados por essas decisões, estas incidem exclusivamente sobre si próprios e sobre a sua atividade desportiva anual e futura", pelo que, ainda que lamentando, "mantém o compromisso de prosseguir com aqueles que nada tem a ver com esses casos e que se mantém incólumes na forma como praticam o seu desporto de eleição que também é a sua atividade profissional e sustento financeiro".

"A Podium mantém-se concentrada em colocar na estrada mais uma grandiosa edição da Volta que terá início esta quinta-feira, 04 de agosto, em Lisboa. Temos a certeza que durante quase duas semanas, como sempre acontece no verão, o país continuará a viver de forma apaixonada e debruçado sobre a estrada as intrépidas aventuras dos heróis de bicicleta", concluiu o comunicado.

Buscas da PJ a dois dias da Volta

A Polícia Judiciária do Porto realizou buscas, por suspeita de uso de doping, em várias equipas de ciclismo, na terça-feira, a dois dias do início da Volta a Portugal. A operação policial incidiu sobre as equipas da Rádio Popular-Paredes-Boavista, Efapel e Glassdrive-Q8-Anicolor.

Entre os ciclistas cuja casa foi alvo de buscas estão Francisco Campos, entretanto afastado da equipa Efapel, e Daniel Freitas, excluído da Volta a Portugal pela Rádio Popular-Paredes-Boavista, segundo confirmaram à Lusa, respetivamente, os diretores desportivos José Azevedo e José Santos. Também um corredor da Glassdrive-Q8-Anicolor está entre alvos das buscas, com o diretor desportivo Rúben Pereira a preferir não revelar a identidade do mesmo.

Na última quarta-feira, 27 de julho, a União Ciclista Internacional (UCI) tinha suspendido a equipa W52-F. C. Porto de todas as provas de ciclismo, impedindo-a de participar na Volta a Portugal. A decisão foi tomada por indicação da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), que suspendeu preventivamente oito ciclistas e dois elementos da equipa técnica da W52/F. C. Porto por práticas relacionadas com doping, na operação "Prova Limpa".

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