
Tiago Pinheiro Alves, da Adega Etelvina.
Rita Chantre
Vestida de uma alma taberneira que tende a desaparecer na cidade, a nova Adega Etelvina chega ao Bairro Alto com vinhos nacionais, petiscos tradicionais, preços democráticos e "boas tertúlias" ao balcão. É uma "carta de amor a Lisboa", explica o dono, quarta geração de uma família taberneira.
Formou-se em Design de Moda, mas a paixão pela cozinha está-lhe no sangue desde sempre - aos seis anos já cozinhava nos escuteiros e quando frequentava o sexto ano de escolaridade, já fazia o jantar sozinho em casa. Não é de estranhar que Tiago Pinheiro Alves seja já a quarta geração de uma família de taberneiros, um trilho iniciado pela bisavó Dalila, depois pela avó Etelvina e pela tia-avó Fernanda, e continuada pela mãe Irene. Foi entre os tachos, os temperos e o corrupio da taberna de sucesso que a avó geriu em Lisboa, na zona do Desterro, que Tiago se habitou a crescer e viver. "Cresci lá dentro, a ajudar a servir às mesas, a comer", recorda o lisboeta de 38 anos.

