
Centro Interpretativo do Vinho de Talha.
Maria João Gala
Em 2026, cabe ao Baixo Alentejo o título de Cidade do Vinho, motivo para uma viagem a sul. Entre brindes com vinho de talha, pratos regionais e património cultural, propomos paragens em Beja, Serpa e na Vidigueira.
A tradição milenar dos vinhos de talha, herdada por nós pela presença romana, e que está em processo de candidatura como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, é o ponto de partida para uma ida a Vila de Frades, na Vidigueira, capital deste processo de produção vínica que ainda resiste no Alentejo, mesmo a tempo de celebrar o título de Cidade do Vinho 2026, atribuída este ano ao território do Baixo Alentejo, sucedendo à Serra d"Ossa, a titular de 2025. Aberto há cinco anos, o Centro Interpretativo do Vinho de Talha mergulha nas origens destes vinhos, com informações detalhadas e interativas sobre a forma como se fazem em muitas adegas locais. O espaço museológico inclui vestígios arqueológicos, uma exposição com ferramentas dedicadas à viticultura de outros tempos, jogos para os mais novos, uma réplica de uma típica taberna alentejana e exemplares de talhas do século XIX. No final, a visita pode e deve ser terminada com uma prova de vinhos de talha locais - há brancos, tintos e palhetes à escolha.

