
O restaurante tem uma decoração inspirada na selva.
Foto: DR
No restaurante Fauna, aberto em meados do verão no bairro da Estrela, em Lisboa, o menu é uma ode aos clássicos e tem como "embrulho" uma decoração noturna e boémia. No final do mês de janeiro, o espaço, gerido pelo grupo Portas do Sol, estreou novos pratos de inverno.
Na "decoração um pouco excêntrica" do Fauna, descreve o gerente Rui Barbosa à Evasões, saltam à vista papagaios, besouros e outras aves e insetos de grandes dimensões, seja nos papéis de parede, seja no estampado das almofadas. Transposto o bar, a sala remete ainda mais para a ideia de mergulho na floresta, com espelhos, superfícies em veludo e iluminação baixa e intimista. É neste espaço noturno ou, dirão uns, boémio que se prova os clássicos de cozinha presentes no menu, renovado há menos de um mês pelo chef residente Pedro Bório.
O menu é enxuto, plasmado numa única página, e desafia o cliente a passear o olhar entre as linhas de uma certa estética Art Déco - como se a floresta desordenada tivesse tomado conta da estética. Trata-se, porém, de uma carta assumidamente baseada em pratos clássicos da cozinha europeia, aqui e ali com toques da mãe de todas as cozinhas - a escola francesa. "É um desafio novo para mim, mas tem estado a correr bem", admite o profissional brasileiro de 35 anos e há uma década em Portugal, onde já trabalhou no Boubou"s, Fogo e Penha Longa.

Ovos roto de carabineiro.

Um dos pratos de assinatura que afirmou rapidamente a casa são os ovos rotos de carabineiro, bem guarnecidos e envolvidos na mesa, à frente do cliente. Já entre as novidades destaca-se o pithivier, uma torta francesa que, na versão do chef Pedro Bório, é em tudo semelhante ao bife Wellington. "Em vez de levar recheio de aves, leva pasta de cogumelos e espinafres à volta do lombo e presunto. Cada camada obedece a uma técnica, de forma a conseguirmos manter os sucos da carne enquanto ela assa, sem deixar que a massa-folhada humedeça ", explica.
Com o intuito de "manter a surpresa constante e crescente" do início ao fim da refeição, o chef introduziu também uma nova salada sazonal de inverno. Nos principais, a aposta faz-se agora no peixe do dia (o chef trabalha com fornecedores que compram diretamente nas lotas de Aveiro, Peniche e Açores) com panaché de legumes e molho beurre blanc (típico francês). Quem preferir manter-se na carne, que entre outras opções inclui bife tártaro nas entradas, tem no bife do lombo um valor seguro, podendo adicionar inclusive foie gras. "É um best-seller", diz.

Pavlova de frutos vermelhos.

Cozido à portuguesa.
No capítulo final da experiência, o Fauna sugere quatro sobremesas, das quais a mais recente é rabanada com gelado de queijada e crumble. Outra das sugestões mais pedidas é, por sua vez, a pavlova de frutos vermelhos. Durante a semana, os clientes podem optar, paralelamente, pelo menu executivo, que por 20 euros inclui entrada, prato do dia e bebida. Domingos são dias dedicados à família com um prato tradicional: cozido à portuguesa. Aqui, a oferta é em regime de buffet, em vigor das 13h às 17h, e tem o valor de 35 euros/pessoa, incluindo água e café.
A vivência noturna do Fauna, localizado entre São Bento e a Estrela, tem como motor uma lista de cocktails clássicos, como Negroni, Expresso Martini e Old Fashion. "O Faisão é o nosso único cocktail de autor", introduz o gerente Rui Barbosa, e leva "vodca infusionada com coentros e aipo e cerveja de gengibre". No menu, é descrito como "fresco, cítrico, herbal, frisante e picante". Ao fim de semana, o bar do Fauna é animado por DJ até às 02h. O Fauna pertence ao grupo Portas do Sol, que conta com mais de três décadas de experiência no setor.
Fauna
Calçada da Estrela, 95
Tel.: 212 441 004
Web: portasdosol.pt
Almoço, de terça a sábado, das 12h às 15h, e domingo, das 12h às 17h. Jantar, de segunda a quinta, das 19h às 23h. Sexta e sábado, das 19h às 02h.
Preço médio à carta: 40 euros; cocktails desde 12 euros

