Dinheiro apreendido a sócio de discoteca na Póvoa era do tráfico de droga, diz Tribunal da Relação

Dinheiro apreendido a sócio de discoteca na Póvoa era do tráfico de droga, diz Tribunal da Relação
Foto: Igor Martins / Arquivo
Os mais de 25 mil euros apreendidos pela PSP em casa de um dos sócios da discoteca Honi Beach, da Póvoa de Varzim, vão mesmo reverter a favor do Estado, depois de o Tribunal da Relação do Porto confirmar, em janeiro, que provinham do tráfico de droga. A pena de quatro anos de prisão, suspensa por igual período, aplicada em maio do ano passado pelo Tribunal de Matosinhos a Paulo F., de 35 anos, por tráfico de menor gravidade, também foi confirmada.
No recurso, a defesa alegara que o dinheiro era da firma proprietária da discoteca, que fatura mais de um milhão por ano, e que, em 2023, ao substituir a prisão preventiva do arguido por apresentações semanais, a Relação não excluíra que tal quantia tivesse origem na sua atividade profissional, lembrou. Mas o Ministério Público argumentou que Paulo F., que optou pelo silêncio no julgamento, nunca explicou por que guardava "tão avultada quantia em sua casa e não nas instalações da empresa".

