Judiciária em silêncio sobre falhas na investigação a PSP que matou assaltante

Polícia Judiciária vai avaliar depoimentos prestados por inspetores em caso de agente da PSP que matou assaltante
Foto: André Luís Alves / Arquivo
A Polícia Judiciária (PJ) não vai, para já, pronunciar-se sobre as alegadas "lacunas" ocorridas na fase de investigação ao caso do agente da PSP que, este mês, foi condenado a 14 anos de prisão por matar, com a arma de serviço, um assaltante que o havia raptado, em Lisboa, e só tomará uma posição após analisar toda a informação relacionada com o processo. Na sexta-feira, tal como o JN noticiou, os juízes censuraram a investigação dos inspetores, dizendo que estes não fizeram diligências fundamentais, como a análise das localizações celulares dos telemóveis, a recolha de imagens de videovigilância ou a reconstituição do crime com os dois arguidos do processo.
Os depoimentos prestados no julgamento por três elementos daquele órgão de polícia criminal causaram tal incredulidade ao coletivo, que este mandou extrair uma certidão dos mesmos para enviar ao diretor nacional Luís Neves "para os fins tidos por convenientes". Questionada sobre o assunto pelo JN, fonte oficial diz que "a Polícia Judiciária recebeu na sexta-feira a comunicação do Tribunal e irá proceder à análise detalhada de toda a informação nela contida, pelo que é extemporâneo, sem apreciação interna, tomar qualquer posição".

