Isolamento

Jornal de Notícias continua a chegar a Ovar

Jornal de Notícias continua a chegar a Ovar

O Jornal de Notícias continua a chegar ao primeiro e único concelho do país sitiado por risco de transmissão comunitária do vírus Covid-19. O presidente da Câmara, Salvador Malheiro, fez inclusive um apelo para que os jornais continuem a distribuir e a chegar a Ovar.

A cerca sanitária permite a passagem a distribuidoras de jornais, até porque há quiosques e bombas de gasolina que se mantêm abertos no interior do município cercado.

Fonte da GNR esclareceu ao JN que "o abastecimento de quiosques é tal e qual o de medicamentos urgentes ou de bens alimentares", uma vez que os jornais são considerados "bem essencial" principalmente durante esta pandemia. Por isso, os agentes nas fronteiras do concelho permitem a passagem de distribuidoras de jornais, até porque muitos quiosques de Ovar continuam abertos e "precisam de ter jornais para vender".

A controlar uma das fronteiras do concelho, um agente da PSP alertou que isso é algo que está previsto no despacho do Governo que determina a situação de calamidade para Ovar. "Desde que haja uma guia de transporte e um destino de descarga, os jornais podem entrar, fazem parte dos serviços previstos no despacho".

O despacho do Conselho de Ministros, que declara a situação de calamidade para Ovar, obriga ao encerramento de estabelecimentos comerciais no concelho, com exceção dos que dizem respeito a bens essenciais, nomeadamente os de "venda de jornais, revistas e tabaco". O documento prevê igualmente a passagem para o interior do município "de mercadorias necessárias ao funcionamento das empresas em laboração", caso dos quiosques e bombas de combustível.

A situação de calamidade pública para Ovar foi declarada terça-feira, depois de haver indícios de transmissão comunitária ativa e generalizada. O último balanço dá conta de 53 infetados, três pessoas recuperadas e uma morte.

A cidade está cercada por agentes em 70 pontos, só atravessam profissionais de serviços essenciais. O comércio está fechado, a indústria parada. Supermercados, padarias, farmácias, bancos ou postos de combustível estão abertos. Ovar está numa quarentena geográfica até 2 de abril.

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