
Foto: Sarah Yenesel/EPA
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alertou este domingo que não cumprirá o resto do plano de paz proposto pelos Estados Unidos até que o grupo islamita palestiniano Hamas liberte todos os reféns, vivos e mortos, que mantém no seu poder.
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"Não avançaremos com nenhum dos artigos do plano até que a libertação dos reféns, vivos e mortos, e a sua transferência para território israelita seja concretizada", declarou Netanyahu durante um fórum, citado pelo Canal 12 de Israel.
Esta é considerada a primeira e mais importante questão entre os 20 pontos do plano de paz para Gaza apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
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Israel e o Hamas vão iniciar na segunda-feira, na cidade egípcia de El-Arish, as negociações sobre o plano de Trump, que parece extremamente complexo.
Embora o movimento palestiniano tenha declarado a sua disponibilidade para libertar todos os reféns, exigiu que a troca fosse acompanhada simultaneamente por um cessar-fogo e por uma retirada parcial inicial do exército israelita das suas atuais posições no enclave, particularmente em torno da Cidade de Gaza.
Em contrapartida, Netanyahu insistiu hoje em estabelecer um calendário para a implementação do acordo.
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O Ministro da Defesa israelita, Israel Katz, foi ainda mais taxativo, alertando o Hamas que os reféns serão libertados de uma forma ou de outra.
"Se o Hamas se recusar a libertar os reféns, as Forças de Defesa de Israel (FDI) intensificarão o seu fogo até que o Hamas seja derrotado e o regresso de todos esteja garantido", declarou durante a sua visita a um memorial às vítimas da guerra de 1973 contra o Egito e a Síria, conhecida como Guerra do Yom Kippur.
