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Nobel da Medicina para investigação sobre adaptação das células ao oxigénio

Nobel da Medicina para investigação sobre adaptação das células ao oxigénio

O prémio Nobel da Medicina foi atribuído a três cientistas pelas descobertas sobre a forma como as células se adaptam às diferenças de oxigénio.

Segundo o anúncio, feito às 11.30 horas da manhã, em Oslo (10.30 em Portugal continental), o prémio foi atribuído a três cientistas: Gregg L. Semenza, da Universidade de Hopkins, Sir Peter J. Ratcliffe, da Universidade de Oxford, e William G. Kaelin Jr, de Harvard.

O Comité do Nobel explicou ainda que os três cientistas conseguiram com os seus trabalhos "identificar a maquinaria molecular que regula a atividade dos genes na resposta às variações de oxigénio".

"A importância fundamental do oxigénio é conhecida há séculos, mas o processo de adaptação das células às variações dos níveis de oxigénio era um mistério", acrescentou.

O trabalho destes investigadores, estabeleceu a base para entender como os níveis de oxigénio afetam o metabolismo celular e a função fisiológica, o que "abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças", prossegue a explicação da do Instituto Karolinska.

William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em medicina interna e oncologia. O seu compatriota Gregg Semenza, igualmente nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe nasceu em Lacashirem, em 1954, e é perito em nefrologia.

Começou a semena dos prémios Nobel

Este é o primeiro dos Nobel a ser anunciado este ano, seguindo-se nos próximos dias os galardões relativos à Física, Química, Literatura, Economia e Paz.

Os prémios Nobel nasceram da vontade do cientista e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896) em legar grande parte de sua fortuna a pessoas que trabalhem por "um mundo melhor".

O prestígio internacional dos prémios Nobel deve-se, em grande parte, às quantias atribuídas, que atualmente chegam aos nove milhões de coroas suecas (cerca de 830 mil euros).

Alfred Nobel determinou a sua vontade num testamento feito em Paris, em 1895, um ano antes de sua morte.

Segundo os termos do testamento, cerca de 31,5 milhões de coroas suecas, o equivalente a 2,2 mil milhões de coroas na atualidade (203 milhões de euros), foram alocados a uma espécie de fundo cujos juros deviam ser redistribuídos anualmente "àqueles que, durante o ano, tenham prestado os maiores serviços à humanidade".

O testamento previa que os juros do capital investido fossem distribuídos ao autor da descoberta ou invenção mais importante do ano no campo da Física, da Química, da Fisiologia ou Medicina, e da obra de Literatura de inspiração idealista que mais se tenha destacado.

Uma última parte seria atribuída à personalidade que mais ou melhor contribuísse para "a aproximação dos povos".

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