Ucrânia

Rússia acusa EUA e aliados de quererem guerra "até ao último ucraniano"

Rússia acusa EUA e aliados de quererem guerra "até ao último ucraniano"

O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, acusou, esta terça-feira, os Estados Unidos e os seus aliados de estarem a fazer tudo para arrastar a guerra na Ucrânia "até ao último ucraniano".

Serguei Shoigu reafirmou que a intervenção russa visa "libertar as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk", no leste da Ucrânia, mas disse que "os Estados Unidos, e os estados ocidentais que controla", estão a tentar que a operação "dure o máximo de tempo possível".

"As entregas crescentes de armas estrangeiras demonstram claramente a sua intenção de que o regime de Kiev deve lutar até ao último ucraniano", afirmou, citado pela agência oficial TASS, nas suas primeiras declarações públicas desde o final de março, transmitidas pela televisão.

O canal estatal russo Rossiya 24 TV, que transmitiu a declaração, disse que o ministro falou numa reunião com altos funcionários militares do ministério e do exército, incluindo o chefe do estado-maior, Valery Guerasimov.

Shoigu, 66 anos, tem estado ausente dos meios de comunicação social russos, no meio de relatos de que poderá ter alguns problemas de saúde, segundo a televisão britânica BBC.

O ministro da Defesa disse ainda que as forças russas estão a cumprir na Ucrânia "as tarefas estabelecidas pelo comandante supremo", o Presidente Vladimir Putin.

Ao anunciar a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, Putin disse que estava a responder a um pedido de ajuda das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, cuja independência foi reconhecida por Moscovo.

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Putin acusou as autoridades ucranianas de orquestrarem um genocídio dos falantes de russo na região do Donbass, na zona oriental da Ucrânia.

As declarações de Shoigu foram divulgadas pouco depois de os militares terem relatado dezenas de ataques aéreos com mísseis, bem como fogo de artilharia, contra centenas de posições na Ucrânia, particularmente no leste e sul do país.

"Dezenas de mísseis de alta precisão das forças russas neutralizaram 13 fortificações das unidades ucranianas", disse hoje de manhã o Ministério da Defesa russo em comunicado.

A intensificação dos ataques levou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a declarar que tinha começado a batalha pelo Donbass.

"Uma parte muito grande de todo o Exército russo está agora dedicada a esta ofensiva", disse Zelensky, numa mensagem divulgada na rede social Telegram.

Em declarações a uma televisão indiana, divulgadas hoje pelo seu gabinete, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse que Moscovo estava a iniciar a "próxima fase" da operação na Ucrânia, que "será um momento importante"

"A operação no leste da Ucrânia visa, como já anunciado desde o início, a libertação completa das repúblicas de Donetsk e Lugansk", afirmou Lavrov.

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