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Soldados russos desmoralizados batem o pé ao poder

Soldados russos desmoralizados batem o pé ao poder

Ao 36.º dia de conflito, os ataques e bombardeamentos russos continuaram na região de Chernihiv, apesar das promessas de uma redução da atividade militar. Mas há baixas do lado dos soldados de Moscovo: movidos pelo desânimo, há combatentes a ignorarem ordens superiores e a sabotarem o próprio equipamento.

- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, começou o dia a pedir aos diplomatas que garantam mais armas para a Ucrânia e mais sanções internacionais contra a Rússia.

- Segundo o autarca de Kharkiv, Ihor Terkehov, as tropas russas destruíram 15% das casas deste município do nordeste da Ucrânia. "Durante os últimos 35 dias, um total de 1531 edifícios foram destruídos na cidade de Kharkiv, incluindo 1292 casas residenciais. O exército russo destruiu 76 escolas secundárias, 54 jardins-de-infância, 16 hospitais. Um total de 239 prédios administrativos estão em ruínas", enumerou.

- Um responsável dos serviços de informação do Reino Unido disse, esta quinta-feira, que há soldados russos desmoralizados na Ucrânia a desobedecer a ordens e a sabotar o próprio equipamento. "Vimos soldados russos, com falta de armas e moral, recusarem-se a cumprir ordens, sabotarem o próprio equipamento e até a abaterem acidentalmente um dos seus aviões", sublinhou Jeremy Fleming, que dirige a agência de espionagem eletrónica GCHQ.

- Apesar de a Rússia ter prometido reduzir a atividade militar na região de Chernihiv, no sul do país, os ataques com mísseis e bombardeamentos continuaram, denunciou o Ministério da Defesa britânico.

- Pelo menos 13 pessoas ficaram feridas em bombardeamentos na região leste de Donetsk, disse o chefe da administração militar regional, Pavlo Kyrylenko.

- Vladimir Putin deu ordem para alistar mais 134.500 recrutas até 15 de julho. O Ministério da Defesa afirmou, contudo, que nenhum destes jovens conscritos será enviado para a guerra na Ucrânia.

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- Apesar das sanções e proibições de voos impostas pelo Ocidente à Rússia na sequência da invasão da Ucrânia, jatos privados com ligações a autoridades e oligarcas russos continuam a voar para dentro de fora dos aeroportos da União Europeia e do Reino Unido, revelou uma investigação do "The Guardian".

- Cerca de 83% dos russos aprovam a ação militar de Vladimir Putin, um ganho de 12 pontos face a fevereiro, segundo um inquérito divulgado esta quinta-feira pelo instituto russo independente Levada, a primeira sondagem realizada desde o início da guerra. Apenas 15% dos russos dizem não aprovar a ação.

- Os ucranianos residentes em Portugal quase que duplicaram em menos de um mês, depois de o SEF ter concedido, até esta quinta-feira, mais de 25 mil pedidos de proteção temporária a pessoas que fugiram da guerra da Ucrânia.

- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou ter assinado um decreto que exige o pagamento das compras de gás em rublos, a partir de abril. A Alemanha e a Itália já revelaram ter ficado com dúvidas quanto ao mecanismo.

- Grandes marcas de joalharia estão a deixar de usar diamantes russos. Monopólio controlado pela Rússia pode financiar a guerra de Putin contra a Ucrânia.

- A invasão russa da Ucrânia já provocou pelo menos 1232 mortos e 1935 feridos entre a população civil, a maioria dos quais vítimas de armamento explosivo de grande impacto, indicou a ONU.

- Figuras importantes da União Europeia estão impedidas de entrar na Rússia em resposta ao que o Kremlin retratou como políticas anti-russas. Autoridades da UE, legisladores, figuras públicas e jornalistas estão entre os sancionados, de acordo com a agência Reuters.

- Mais de 300 soldados russos terão saído de Chernobyl com sintomas de envenenamento por radiação. As tropas russas cavaram trincheiras na perigosa "Floresta Vermelha", um dos locais mais contaminados do mundo em termos de radiação, e estarão a receber tratamento hospitalar na Bielorrússia.

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