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Tarifa social da Internet só a partir de junho

Tarifa social da Internet só a partir de junho

Grosso dos computadores da escola digital vai chegar com aulas a decorrer. Operadoras reforçaram rede para responder ao tráfego.

Centenas de milhares de alunos regressam esta segunda-feira às aulas remotamente, mas a grande maioria vai usar os computadores pessoais e a Internet de casa. As famílias terão de esperar pela tarifa social de Internet, pelo menos até junho. E menos de metade dos 1,2 milhões de computadores que o Governo pretende comprar no âmbito da escola digital só começam a chegar com as aulas a decorrer. As operadoras asseguram ter a rede preparada para assegurar o tráfego. A MEO admite que o início das aulas leve a um aumento até 9% do tráfego de dados.

A intenção do Governo de avançar com uma tarifa social de Internet, garantindo acessibilidade às famílias mais desfavorecidas, anunciada em abril passado, não foi concretizada. "Estamos a trabalhar no modelo para que possa estar em vigor no segundo semestre", adianta fonte oficial da Secretaria de Estado das Comunicações. Ou seja, no terceiro período.

Compras à pressa

Este atraso ganha dimensão numa altura em que a pandemia transformou cada lar numa sala de aula, sem que o grosso dos cerca de 1,2 milhões de computadores com acesso à Internet, prometidos pelo Executivo em julho, tenham chegado a alunos e docentes. 100 mil kits (PC e net) chegaram no primeiro período, com o Governo a fechar em dezembro contrato para mais 260 mil - no valor de 62,5 milhões - e agora, a 4 de fevereiro, novo contrato para 75 930 equipamentos, com um custo de 19,36 milhões de euros para a Inforlândia (que soma mais um contrato, depois de 17,2 milhões euros, pela aquisição de 67 731 equipamentos). Na passada quinta-feira, o Governo aprovou a compra imediata de mais 15 mil computadores. "Considerando a urgência impreterível destas aquisições", a compra, no valor de 4,7 milhões de euros, será por ajuste direto.

Operadores reforçam rede

Desde março que as operadoras têm vindo a reforçar a rede para responder ao aumento de tráfego, que explodiu quando a pandemia empurrou os portugueses para casa. Na Meo, comparando "com o final do primeiro trimestre de 2020, o tráfego médio aumentou cerca de 20%", adianta fonte oficial. "Para a manutenção plena das melhores condições para o teletrabalho e para o ensino à distância - cujos aumentos de tráfego antecipamos ser, no imediato, da ordem de grandeza de 1 dígito percentual a partir de segunda-feira -, a Altice Portugal está a canalizar todos os esforços para garantir o funcionamento sem falhas das suas redes de comunicações". Desde novembro que a Vodafone deteta um crescimento de utilização da Internet fixa, que se intensificou a partir de 22 de janeiro, situando-se agora acima dos 20%. Com as aulas remotas, a operadora antecipa uma "alteração de perfil de utilização em termos de faixas horárias", tal como a NOS. "Não se antecipam aumentos significativos, apenas uma ligeira acentuação desta tendência com uma distribuição horária distinta", adianta a operadora.

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"Estudo em Casa"

O "Estudo em Casa", que tem sido exibido na RTP Memória, passa esta segunda-feira a abranger os alunos do Secundário na posição 8 da TDT e 444 das operadoras cabo. A emissão começa às 9.30 e termina por volta das 16.30 horas. Há ainda a app Estudo em Casa a funcionar desde o início do ano letivo.

BE quer descontos

O Bloco de Esquerda apresentou um projeto no Parlamento para a criação de um "desconto temporário nas faturas das telecomunicações para todos os agregados familiares com estudantes do Ensino Básico e Secundário até ao escalão 3 do abono de família" enquanto não houver tarifa social.

Greve do STOP

O Sindicato de Todos os Professores (STOP) entregou um pré-aviso de greve de uma semana, exigindo condições para o ensino à distância.

Municípios ajudam

Vários municípios do país têm vindo a entregar material informático a alunos mais carenciados e a professores para ajudar no processo.

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