Incidência

Odemira e Montalegre recuam no desconfinamento

Odemira e Montalegre recuam no desconfinamento

Portugal segue o caminho do desconfinamento a várias velocidades, com quatro concelhos a não acompanharem a generalidade do território, revelou, esta quinta-feira, Mariana Vieira da SIlva.

"Temos, face à semana anterior, dois concelhos que recuam no desconfinamento e dois que estavam em fases anteriores e não avançam", afirmou a ministra de Estado e da Presidência.

Assim, há quatro concelhos que ficam nas regras de 19 de abril: Arganil e Lamego, que não avançam, e Montalegre e Odemira, que vão recuar. Há outro município que segue para a fase de 1 de maio, que é Resende.

Há ainda seis concelhos que recuperaram - Alvaiázere, Melgaço, Resende, Torres Vedras, Vale de Cambra e Vila Nova de Poiares -, e dez que estão em nível de alerta: Albufeira, Castelo de Paiva, Fafe, Golegã, Lagoa, Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão, Tavira, Vila do Bispo e Vila Nova de Paiva.

No final da reunião do Conselho de Ministros, que decorreu no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, Vieira da Silva sublinhou que a situação pandémica no país está "controlada", embora seja preciso manter os níveis de atenção: a taxa de transmissibilidade, o R(t), está novamente a cima de 1 e isso, diz a ministra, "deve significar um sinal de alerta".

Relativamente a Odemira, na semana passada, a freguesia de São Teotónio tinha avançado "um passo" no desconfinamento, enquanto Longueira-Almograve se juntou ao patamar da generalidade de Portugal continental. Referindo que o Governo queria "fazer esse caminho progressivamente", Mariana Vieira da Silva indicou que essa convergência de dados terminou esta semana, pelo que agora "todo o concelho de Odemira se encontra na mesma situação".

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"Sem cerca sanitária, a unidade de medidas ser uma freguesia faz pouco sentido, até porque as pessoas podem passar de uma freguesia para a outra, por isso neste momento o concelho de Odemira está todo na mesma situação", declarou.

"Odemira tem, neste momento, 287 casos por 100 mil habitantes e já teve cerca de 1000 casos por 100 mil habitantes, portanto a situação do concelho, apesar deste recuo, é significativamente melhor do que era há um mês, o que acontece é que vamos subindo e descendo dos níveis que estão definidos e, neste momento, existe um valor superior a 240 casos por 100 mil habitantes", reforçou Mariana Viera da Silva.

Autarca desagradado com recuo

O presidente da Câmara de Odemira manifestou-se "desagradado" perante o recuo do concelho e refutou o número de casos de covid-19 avançado pelo Governo.

"Os números que o concelho apresenta nesta altura, face ao que nos foi transmitido pela Unidade Local de Saúde, seriam de 235 casos por cada 100 mil habitantes", disse o presidente da câmara, José Alberto Guerreiro, reconhecendo tratar-se de "uma diferença" que "ainda ninguém" lhe "conseguiu explicar", mas que é "significativa". "Abaixo dos 240 [casos de covid-19 por 100 mil habitantes] não teríamos penalização", mas "acima dos 240 o reflexo foi este, da tomada de decisão", frisou.

O coordenador de Saúde Pública na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), Joaquín Toro, esclareceu que "os números reais são os da Direção-Geral da Saúde (DGS)", explicando à Lusa que os números das unidades locais de saúde têm "sempre um dia de atraso em relação aos da DGS".

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