Polémica

Conheça as vacinações sob suspeita por todo o país

Conheça as vacinações sob suspeita por todo o país

Presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, protagoniza um dos casos polémicos. Foi vacinada por ser voluntária no hospital de campanha.

Os relatos sucedem-se pelo país. Denúncias de imunizações sob suspeita de desrespeito das prioridades, definidas no plano nacional de vacinação da covid-19. A sucessão de casos levou a Ordem dos Enfermeiros a apelar aos profissionais de saúde para que se recusem administrar a vacina, caso suspeitem de abusos. E a Procuradoria-Geral da República confirma a instauração de nove inquéritos.

Isilda Gomes toma por ser voluntária

A presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, foi vacinada, na sexta-feira, como prioritária por ser voluntária no serviço de apoio social do hospital de campanha, no pavilhão Arena. "A presidente não se vacinou, vacinou-se a voluntária", declarou a autarca. No entanto, mais nenhum voluntário terá sido vacinado, porque, justifica a autarca, no momento em que foi administrada a vacina, ela era a "única voluntária".

Cinco membros da Direção

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O presidente da Associação de Solidariedade Social de Farminhão, em Viseu, assume que os cinco elementos da Direção, um deles responsável pela cozinha, foram vacinados, no dia 18 de janeiro, usando as vacinas que sobraram, após a imunização de 30 utentes e de 20 colaboradores da Unidade de Cuidados Continuados. "Fui eu que tomei a decisão de sermos todos vacinados e assumo toda a responsabilidade", afirmou, ao JN, o presidente Duarte Coelho, de 74 anos e doente de risco, por ser hipertenso e diabético. "Eu contacto com a diretora técnica, a nutricionista e a psicóloga e todos contactam com os utentes. "Salvaguardar-me e salvaguardar os utentes não pode ser crime".

Vacinou mulher e filha no hospital

O administrador do Hospital Narciso Ferreira, em Riba de Ave, confirmou a vacinação da mulher e da filha, de motoristas e de "familiares de outros trabalhadores que colaboram com a instituição". Salazar Coimbra, médico e administrador do hospital da Misericórdia local, também foi vacinado por ser o diretor clínico da instituição. A mulher, que "por lapso dos serviços administrativos" foi identificada como médica na lista de pessoas a vacinar, e a filha do administrador vão iniciar trabalho voluntário no hospital, "logo que a vacina produza efeito".

Dono de pastelaria não comenta

O dono da pastelaria São Jorge, no Porto, recusou comentar o facto de, juntamente com os seus funcionários, ter sido vacinado pelo INEM. O diretor da delegação do Norte do INEM, António Barbosa, diz ter tomado a decisão de administrar a vacina aos profissionais da pastelaria, contígua às instalações do instituto, para evitar o desperdício das mesmas.

Pároco, familiares e trabalhadores

João Paulo Marques, pároco de Valongo do Vouga, em Águeda, não integra a lista prioritária para a vacinação contra a covid-19, mas já foi imunizado. O padre, de 59 anos, recebeu o fármaco no lar de idosos da Fundação da Nossa Senhora da Conceição, onde presta serviço regularmente. "Fui vacinado. Mas dou a minha vacina a quem quiser fazer o meu trabalho. A instituição disse-me que eu não podia entrar lá se não fosse vacinado, por isso é que aceitei".

Funcionária de uma farmácia

A Unidade Local de Saúde da Guarda mandou vacinar Joana Cabral, de 30 anos, que trabalha na Farmácia Tavares. A unidade de saúde justifica a decisão para não desperdiçar uma dose da vacina, que sobrou após a campanha de imunização, garantindo que a funcionária tem "problemas de saúde imunológicos".

Até funcionários de manutenção

O provedor da Misericórdia de Ovar, Álvaro Silva, os funcionários da secretaria e da manutenção da Santa Casa estão entre os que foram recentemente vacinados. Ao JN, o provedor confirmou que "todas estas pessoas estão em contacto direto com os idosos". Também ele tem contacto com os idosos. "Não entro nos quartos, mas estou nos refeitórios e nas salas de convívio".

Provedor mandou imunizar mulher

O provedor da Misericórdia do Montijo, José Forte, incluiu a mulher, de 70 anos, na lista da vacinação, apesar desta não cumprir trabalho de voluntariado na unidade de cuidados continuados de São Rafael há um ano.

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