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Covid-19

Surto no IPO de Lisboa com 20 casos positivos, dois lares com 64 infetados

Surto no IPO de Lisboa com 20 casos positivos, dois lares com 64 infetados

A diretora-geral da Saúde confirmou, esta quarta-feira, a existência de casos positivos de covid-19 em profissionais de saúde e doentes do IPO de Lisboa.

Na conferência de imprensa sobre a pandemia, Graça Freitas revelou que foram "identificados casos [de covid-19] em dois profissionais de saúde, assintomáticos" no IPO de Lisboa e, "na sequência desta testagem, procuraram-se outros" casos, tendo sido registados doentes positivos e mais profissionais de saúde positivos.

Pouco depois, em comunicado, o IPO confirmou que oito profissionais (três médicos, três enfermeiros e dois assistentes operacionais) ​​​​​​​e 12 doentes internados no Serviço de Hematologia foram diagnosticados com covid-19.

"Os doentes com infeção foram transferidos para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde, encontrando-se em situação clínica estável", acrescenta o IPO.

"Quero deixar aqui uma palavra de grande tranquilidade. O IPO já fez mais de seis mil testes a profissionais de saúde, doentes e prestadores de serviços externos", precisou Graça Freitas na conferência de imprensa.

Até esta quarta-feira, o IPO informa que foram testados 2700 doentes e mais de 1500 prestadores, incluindo prestadores externos.

Questionada sobre o número de infetados em ambiente hospitalar, Graça Freitas disse não ter dados em absoluto mas referiu que representam "menos de 1% do total de infetados" no país.

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, indicou que o lar de idosos de Aljubarrota, em Alcobaça, tem - segundo dados das 8 horas desta quarta-feira de manhã - "29 utentes positivos em 35 utentes e dez funcionários positivos".

Num lar em Cinfães, distrito de Viseu, há, "segundo a Administração Regional de Saúde do Norte, 11 idosos e 14 profissionais positivos".

"Os lares continuam a ser um foco de preocupação e de grande atenção", sublinhou Graça Freitas. "O teste não é uma vacina", frisou e, por isso, "temos de apostar muito na prevenção, prevenção, prevenção" e "ter regras de comportamento" pois "as pessoas idosas estão circunscritas num ambiente fechado e, obviamente, se são infetadas é porque alguém do exterior traz essa infeção".

"Há outros lares, com situação controlada mas que estão a ser acompanhados, com menos dimensão do que estes", adiantou.

Em relação ao surto detetado no bairro da Marinha, em Espinho, a diretora da DGS indicou que "foram realizados mais de 80 testes" e verificam-se "13 casos positivos em contexto familiar", ou seja, "não houve disseminação comunitária".

Segundo o secretário de Estado da Saúde, dos 336 novos casos de covid-19 apurados nas últimas 24 horas 282 dizem respeito à região de Lisboa e Vale do Tejo, o que representa 84% dos novos casos. "Continua a ser a região do país que concentra maior atenção das autoridades de saúde", afirmou.

Esta região está a realizar cerca de 40% do total de testes de diagnóstico diários no país, acrescentou António Lacerda Sales.

O governante reconheceu que "é natural que haja um ligeiro aumento dos internamentos" e adiantou que, "entre 1 e 16 de junho, registou-se um acumulado de 4153 de novos casos" que, "apesar de tudo, se refletiu numa redução dos doentes em enfermaria de 6% e num aumento de doentes em cuidados intensivos de 7%". António Lacerda Sales esclareceu que "estes números estão dentro do espectável e não representam uma sobrecarga dos serviços de saúde".

A taxa de letalidade global é de 4% e acima dos 70 anos é de 17,4%.

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