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SIRESP ameaça cortar comunicações na época dos fogos

SIRESP ameaça cortar comunicações na época dos fogos

A uma semana do aumento do nível de perigosidade dos fogos rurais e do estado de alerta da Proteção Civil (15 de maio), com as temperaturas a começarem a subir, o país pode ver pararem, nos próximos dias, os equipamentos de redundância do SIRESP, com recurso a satélite, implementados após as falhas detetadas nas comunicações durante os trágicos incêndios de 2017.

Em causa está uma dívida superior a 11 milhões de euros do Estado à SIRESP, SA, que dura há quase um ano: o valor inclui os nove milhões de euros de investimento feito pela empresa em sistemas de redundância, por determinação do Conselho de Ministros, de 21 de outubro de 2017; oito rendas mensais completas de 200 mil euros cada; e outras quatro parciais, relativas à manutenção das antenas e uso de satélite. O consórcio alega que o valor em dívida pode ditar a insolvência da empresa em meados de setembro, apurou o JN, e ameaça desligar a ligação satélite por falta de dinheiro.

Das vezes que foi questionado pela relação do Estado com esta parceria público-privada (PPP) - onde o Estado detém 33% desde 2018 - o ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, enalteceu a eficácia da redundância criada e já usada no verão de 2018. Mas não explicou até agora como o investimento foi assegurado. Recorde-se que o Tribunal de Contas (TdC) chumbou, por duas vezes, a possibilidade de ser o Estado a pagar esse custo por falta de documentação variada no processo e de pareceres técnicos que o sustentem.

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