Saúde

Ministra da Saúde admite reavaliar comparticipação de testes covid

Ministra da Saúde admite reavaliar comparticipação de testes covid

A ministra da Saúde admitiu que o Governo está disponível para reavaliar a comparticipação de testes à covid-19 nas farmácias, mas lembrou que estes não são a única forma de testagem. Marta Temido apontou que os testes comprados em grandes superfícies são, também, uma metodologia de testagem "válida e acessível". Tal como o JN noticia na edição desta quinta-feira, há especialistas que consideram prematuro o fim desta medida.

"A alteração da comparticipação dos testes decorre da alteração de contexto. Sempre dissemos que iríamos adaptando a política de testagem àquilo que fosse a evolução da situação epidemiológica e a situação é hoje distinta. Os meios de que a população dispõe para a realização de testes são, também, distintos. Os testes em farmácia não são a única forma de testagem. Os testes adquiridos nas grandes superfícies são, também, uma metodologia de testagem válida e acessível para a população", referiu a governante, afirmando que os casos suspeitos "continuam a ter a prescrição para a realização de um teste".

Marta Temido afirmou que "a comparticipação foi um mecanismo de proteção das pessoas financeiramente vulneráveis" quando era obrigatória a apresentação do teste para aceder a determinados espaços. "A partir do momento em que essa circunstância não existe, deixou de ter cabimento essa comparticipação", acrescentou.

Ainda assim, a ministra da Saúde admitiu que o Governo está disponível "para reavaliar essa reintrodução, se as circunstâncias epidemiológicas o exigirem", mas vincou que há, atualmente, alternativas "com igual eficácia e validade".

Relativamente ao aumento do número de contágios, Marta Temido considerou que "não é completamente inesperado" e garantiu que a linha SNS24 está a reforçar escalas para fazer face ao aumento de chamadas. A governante admitiu, ainda, que o aumento de casos poderá traduzir-se num aumento da mortalidade por covid-19.

"Sabíamos que a circunstância de estarmos com uma doença que permanece em circulação e que tem elevada transmissão nos contextos de maior mobilidade, a circunstância de nos aproximarmos de uma vida normal iria ter um impacto. Também sabemos que estamos perante a emergência de linhagens da variante Ómicron que são, potencialmente, mais competitivas", disse Marta Temido, recordando que a linhagem BA5 da variante Ómicron está em expansão.

"Não tendo a informação de que seja mais gravoso, é mais transmissível e isso traduz-se num aumento de casos", acrescentou a governante, afirmando que as autoridades de saúde estão a acompanhar a situação.

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Em Conselho de Ministros, foi aprovada, ainda, a prorrogação da situação de alerta em todo o país até às 23.59 horas do dia 31 de maio, mantendo-se inalteradas as medidas de combate à covid-19.

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