Educação

Professores das escolas públicas menos otimistas quanto à recuperação de aprendizagens

Professores das escolas públicas menos otimistas quanto à recuperação de aprendizagens

Os resultados preliminares de um inquérito realizado a uma amostra de professores do Ensino Básico e Secundário mostram que a maioria não acredita que os alunos vão recuperar as aprendizagens perdidas durante a pandemia. O otimismo é menor nos docentes das escolas públicas em comparação com os do privado.

O inquérito realizado pelo Centro de Economia da Educação da Nova SBE, que recebeu 674 respostas entre 13 de julho e 12 de setembro deste ano, conclui que seis em cada dez professores "não acredita que todos os seus alunos consigam recuperar as aprendizagens perdidas durante a pandemia", lê-se em comunicado.

As perspetivas diferem entre os professores que trabalham nas escolas públicas e os que lecionam em escolas privadas. No primeiro caso, 40% dos docentes acreditam que o período de recuperação dos estudantes vai prolongar-se além do 1.º período do ano letivo, já no segundo caso, a percentagem desce para os 26%.

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Na generalidade, independentemente do setor em que dão aulas, três em cada quatro professores prevê os alunos vão precisar de "algum tempo" para recuperar aprendizagens no atual ano letivo.

Entre os diferentes tipos de ensino (Ensino Básico e Secundário), os investigadores não registam diferenças significativas na perceção dos docentes sobre a recuperação de aprendizagens.

Relativamente à avaliação feita ao Plano de Recuperação de Aprendizagens do Ministério da Educação, as opiniões dividem-se entre os professores das escolas públicas. Contudo, "em termos médios", há um ligeiro otimismo: "numa escala de «1 - Não vai contribuir nada» a «7 - Vai contribuir muito», a média das respostas situou-se em 4,2".

Estes resultados preliminares constituem a quarta ronda de um inquérito realizado a professores e educadores sobre o ensino à distância. O Centro de Economia da Educação da Nova SBE salienta que os docentes foram "convidados a responder ao inquérito por email e através das redes sociais", pelo que a amostra "não é necessariamente representativa do universo de professores em Portugal".

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