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Valter Hugo Mãe

Novas democracias

O gesto insano de Roberto Alvim, fugaz responsável pela Secretaria Especial de Cultura do Brasil, não podia deixar de resultar na imediata demissão. No entanto, o descontrolo da sua tentativa de oficializar o nazismo como doutrina do Governo em exercício não deixa de revelar a grotesca intenção medrando no país e no Mundo. O Mundo já não se entende. Quando as simpatias nazis acontecem, o absurdo é a nova normalidade e qualquer tentativa de razão pode tornar-se uma forma de violência.

Valter Hugo Mãe

Chamada para a guerra

Quando Trump assassina Qassem Soleimani está a convidar para a guerra e a começar a campanha para a sua reeleição a 3 de novembro próximo. As elites de Direita refulgem com a hipótese da guerra, grande jogo financeiro que sempre serviu para recapitalizar os bancos e as fortunas tradicionais. O povo, absolutamente nas mãos destas prepotências, ansiará por segurança, enquanto seus filhos serão debitados na convicção de estarem a defender a pátria e a piedadezinha do Deus cristão.

Valter Hugo Mãe

Rio náufrago

Não deixou de haver Direita democrática, ela foi simplesmente ocupada pelos partidos da Esquerda moderada. A despudorada euforia fascista atirou os partidos à Direita ao extremo, recrudescendo os discursos de ódio, a avidez por defender elites e manter a larga maioria servil, prestável e submissa. Por seu lado, a tragédia da Esquerda no Mundo passa exatamente pelo seu flirt obsceno com o capitalismo elementar, uma espécie de vontade de ter tudo ao mesmo tempo: a defesa dos valores humanos e a progressão para o luxo de apenas alguns.

Valter Hugo Mãe

Timor-Leste

Depois do massacre no cemitério de Santa Cruz, tornou-se insuportável a hipocrisia dos estados em relação a Timor-Leste. A descolonização portuguesa, tardia, foi negligente culminando uma ainda mais negligente ocupação de séculos. O país soube nada acerca de criar paridade, não ultrapassou um racismo elementar, auferiu dos lugares, das pessoas, dos seus corpos, sem convicção alguma de caminhar para a igualdade, para a tão retórica e prometida integração. A colonização foi uma aberração histórica que trouxemos até demasiado recente. Quando vimos em direto as imagens grotescas de Timor-Leste, assistimos à falência moral da nossa propalada história de feitos tão bravos quanto cruéis.