Família de grávida que morreu no hospital garante que guineense era acompanhada

Grávida veio a falecer no Hospital de Amadora-Sintra
Foto: Arquivo
A grávida que faleceu no Hospital de Amadora Sintra, um dia após ter alta, estava a ser acompanhada pelo centro de saúde de Agualva-Cacém, tendo tido pelo menos duas consultas ali, antes de ser referenciada para o hospital por ter uma gravidez de alto risco, garantiram familiares à SIC.
O testemunho da família e amigos contraria as afirmações da ministra de Saúde de que a guineense, de 36 anos, chegara recentemente a Portugal e só começara a ter acompanhamento em setembro, já no hospital.
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A família garante que a mulher vivia em Portugal há um ano, mas que fora visitar família à Guiné e regressou ainda no segundo trimestre da gravidez. Os familiares mostram provas de que a grávida teve consultas no centro de saúde a 14 de julho e 14 de agosto. Por "elevado risco sistémico" foi referenciada para o hospital. Só viria a ser chamada em setembro.
Segundo o Hospital não foram registados problemas. A grávida teve nova consulta na semana passada, onde lhe terá sido diagnosticada uma hipertensão ligeiramente elevada. Realizou exames na urgência, mas teve alta e foi mandada para casa. No dia seguinte foi internada de urgência em paragem cardio-respiratória. A grávida faleceu. O bebé nasceu em estado crítico e veio falecer dias depois.
Na Assembleia da República, a ministra explicara que a grávida tinha vindo da Guiné há apenas um mês e só tinha começado a ser seguida já às 38 semanas de gestação, no hospital. Versão contrariada pelos familiares.

