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Professores deixaram Ministério com apelo à presença no protesto da CGTP

Professores deixaram Ministério com apelo à presença no protesto da CGTP

Os professores que passaram a noite no átrio do Ministério da Educação já deixaram as instalações mas mantêm a decisão de reunir com Nuno Crato para denunciar os erros ocorridos na colocação de contratados. Os docente apelam, ainda, à adesão dos professores à manifestação da CGTP agendada para sábado.

Os professores contestatários abandonaram o Ministério da Educação, esta sexta-feira de manhã, para "retemperar forças, recuperar energias e estar em força" no protesto de sábado da CGTP.

"A nossa decisão foi apelar ao maior número de professores para que estejam presentes na manifestação de amanhã, pelas 15 horas, no Saldanha, organizada e convocada pela CGTP", explicou Miguel Reis. "Todos vamos lá estar pelo direito ao emprego", referiu, adiantando, ainda, que os professores em protesto pediram igualmente uma reunião com o ministro Nuno Crato.

"Vamos continuar a nossa luta", garantiu ao JN Belandina Vaz, professora de História, que dormiu no átrio do Ministério da Educação. "E apelamos a todos os professores, a todos os precários que se juntem ao protesto".

Os professores querem falar com o ministro que tutela a Educação "directamente" porque consideram que a "reunião com o secretário de Estado foi infrutífera".

"Vamos continuar a lutar, provavelmente para semana organizaremos mais iniciativas, mas neste momento concentramo-nos em estar em força na manifestação de amanhã", indicou.

Consideram-se lesados na segunda bolsa de colocação de professores contratados, afirmando que em alguns casos foram ultrapassados por centenas de colegas menos graduados porque não se candidataram a horários temporários, mas apenas aos horários anuais.

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"Queremos demonstrar os erros cometidos pela Plataforma neste concurso", explicou Belandina Vaz, de 37 anos, contratada há 12 anos. "Há professores com 15 e 20 anos de contratos que ficaram sem colocação", explicou ao JN.

"Os professores devem pertencer a outro quadro laboral para ser possível passar tantos anos a contrato, já que a lei laboral estipula um máximo de três contratos para os restantes trabalhadores", sublinhou a docente.

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