Futebol

Pinto da Costa: "As pessoas só morrem quando morrer a última pessoa que as ame"

Pinto da Costa: "As pessoas só morrem quando morrer a última pessoa que as ame"

No discurso da 32.ª edição dos "Dragões de Ouro", o presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa emocionou-se ao recordar Paulo Nunes de Almeida, presidente do Conselho Fiscal do clube e da SAD do F. C. Porto e da Associação Empresarial de Portugal, falecido em julho.

Além de ter anunciado a renovação de Fábio Silva, Jorge Nuno Pinto da Costa deixou elogios aos outros consagrados na noite desta quinta-feira. No que ao futebol diz respeito, Romário Baró e Marega não foram esquecidos.

"O Romário Baró parece uma gazela, mas hoje passou de gazela a dragão de ouro, cheio de talento ao serviço do futebol. Marega é realmente um exemplo. Um homem em que poucos acreditavam durante algum tempo, mas que com a vinda do treinador Conceição passou a ser aquilo que acreditavam nele. Que ia ser importante depois dessa confiança. É um espetáculo dentro do espetáculo", começou por dizer.

Nélson Puga, distinguido com o prémio Carreira, também mereceu a atenção do líder azul e branco, bem como o ciclista João Rodrigues.

"O prémio ao Puga não foi o terminar. Foi a meta volante da longa carreira em que tem sabido conquistar todos com que lida. O Puga tem duas famílias, a de sangue e do F. C. Porto. João Rodrigues... corpo franzino, 24 anos, dragão indomável. Três dias antes de terminar a Volta a Portugal, visitei-o em Bragança antes da partida para a última etapa. No dia seguinte a ter uma queda, foi aconselhado a desistir, mas disse-me: 'não vou desistir e vou ganhar'. E ganhou. É com este espírito que se tem que envergar a camisola do F. C. Porto e é um autêntico porta-voz do clube no Algarve. Só não te nomeio embaixador do F. C. Porto na região do Algarve porque ela ainda não existe. Estando na Constituição Portuguesa há muita gente que a promete, mas há pouca gente que cumpre".

"O futuro a Deus pertence, não sei quantos dias mais poderei estar aqui, sei que, se Deus quiser, ainda vou andar muitos, porque quando estou doente os meus médicos não me deixam morrer. Que o tempo que cá andar que não seja um tempo extra, porque isso faz-me lembrar papagaios e cartilheiros. Não quero passar esse tempo extra a pensar nos meus inimigos, que me odeiam, mas sim a estar com quem nos ama. Só assim valerá a pena viver", disse o líder dos azuis e brancos.

No final, Pinto da Costa recordou Paulo Nunes de Almeida, presidente do Conselho Fiscal do clube e da SAD do F. C. Porto e Associação Empresarial de Portugal, falecido em julho deste ano.

"Finalmente, e porque os últimos são os primeiros, quero aqui evocar Paulo Nunes de Almeida. Não vou dizer o excelente chefe de família que ele foi, sabe-o a mulher, os filhos, os irmãos. Não vou dizer o quem foi na sociedade portuguesa, porque todos sabem, não vou dizer o portista que ele foi, demonstrava-o em cada atitude, movimento, palavra. Quero é apenas dizer ao Paulo Nunes de Almeida que ele não morreu: as pessoas só morrem quando morrer a última pessoa que o amava e isso só vai acontecer daqui a muitas gerações", concluiu o presidente do F. C. Porto, visivelmente emocionado.