O Jogo ao Vivo

Internet

PJ apreende material informático a hacker que denunciou youtuber Windoh

PJ apreende material informático a hacker que denunciou youtuber Windoh

A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu, esta quarta-feira de manhã, quatro telemóveis, um deles de uso pessoal, três monitores e ainda um computador fixo ao streamer RedLive13. A informação foi confirmada ao JN por fonte da PJ que adianta que foi cumprido um mandado de busca e que o streamer de 21 anos foi constituído arguido pelos crimes de "acesso ilegal de conteúdo informático e difamação".

Na origem da apreensão está a queixa apresentada pelo youtuber Diogo Figueiras, mais conhecido por Windoh, contra o hacker por ter sido alvo de um ataque informático.

RedLive13, que confirmou esta quarta-feira a apreensão no Twitter, ficou conhecido por ter exposto, há cerca de duas semanas, parcialmente o curso de criptomoedas do youtuber Windoh, alegando ser "copypaste da Wikipedia" e que foi comercializado pela empresa "Blvck Network".

Windoh chegou a publicitar o curso de criptomoedas através de um vídeo, alegando tratar-se do melhor do mercado, mas mais tarde apagou-o depois da polémica.

Numa entrevista à revista "Notícias Magazine", publicada este domingo com o JN, Windoh explicou que a invasão só aconteceu porque existiu uma falha de segurança no site e que os clientes já teriam sido reembolsados.

PUB

"Vamos reembolsar toda a gente. Até porque me apercebi, entretanto, que não devia ter entrado neste negócio. Tive vários avisos [para não o fazer] porque tinha havido uma polémica com algumas pessoas que estavam envolvidas em esquemas, mais no mercado do Forex", afirmou.

Por sua vez, o streamer RedLive13 já tinha dito ao JN que o objetivo nunca foi nunca desacreditar publicamente um dos mais famosos influenciadores do país, mas sim agir em nome do interesse público por existirem youtubers a enriquecerem com alegadas burlas. "Só vou parar [de expor youtubers] quando realmente for feita alguma coisa", assegurou.

RedLive13, cuja identidade prefere manter no anonimato, disse ainda, na altura, que não temia ser intimidado ou alvo de represálias depois da denúncia: "Existem influenciadores que me apoiam, mas têm medo dos processos. Se calhar eu é que vou perder no final disto tudo, mas, mesmo assim, quero que o pessoal abra o olho".

O caso teve sempre bastante repercussão, impulsionou uma petição pública e motivou a abertura de um inquérito por parte do Ministério Público.

Apesar de cursos e outras ações formativas não constituírem, em si, atividades que estejam na esfera de competências da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, esta entidade emitiu um alerta, na sexta-feira, aos investidores sobre a empresa do youtuber, avisando que esta não estava registada nem autorizada a desenvolver quaisquer atividades de intermediação financeira em Portugal.

Recorde-se que o hacker RedLive13 chegou a ser identificado, em abril do ano passado, também pela Polícia Judiciária, por invadir aulas na ferramenta virtual Zoom e publicá-las no YouTube.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG