Presidência

Marcelo reduz as refeições de Natal com família após críticas

Marcelo reduz as refeições de Natal com família após críticas

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou, esta quarta-feira, que vai reduzir o número de refeições de Natal, depois de ter sido criticado por planear estar com 18 pessoas, em várias refeições separadas, durante estes dias.

"Tendo visto que alguns epidemiologistas ficam sensibilizados de eu ter muitas refeições, já reduzi a uma refeição. Já só só haverá uma refeição em casa, com cinco pessoas., explicou o presidente da República, durante a entrega das assinaturas da candidatura presidencial. Em entrevista à TVI, Marcelo Rebelo de Sousa tinha revelado que planeava estar com um total de 18 pessoas, em grupos de cinco ou seis pessoas, entre 23 e 24 de dezembro.

PUB

Marcelo Rebelo de Sousa entregou esta quarta-feira 12.747 assinaturas no Tribunal Constitucional para formalizar a recandidatura ao cargo de presidente da República e prometeu fazer uma "campanha pela positiva", apresentando-se como "fator de estabilização, de pacificação e de compromisso".

"A minha ideia hoje é apresentar a candidatura e no futuro é fazer uma campanha pela positiva. Eu não irei fazer uma campanha atacando nenhum candidato nem nenhuma candidata. Direi exatamente aquilo que penso sobre o futuro do país", declarou aos jornalistas, à saída do Palácio Ratton, em Lisboa.

Acompanhado por meia dúzia de pessoas, que disse ser "um núcleo muito pequeno que ajudou a recolher as assinaturas", Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a todos os que contribuíram para a sua recolha, observando: "Não chegam ao número de há cinco anos, 15 mil, mas foi o que foi possível".

No seu entender, nesta campanha os candidatos devem falar sobre "os problemas que o presidente eleito no dia 24 de janeiro vai ter entre mãos: a pandemia, a crise económica e social aprofundada, a recuperação do país durante anos, a tentativa de ir mais longe do que a recuperação, a superação dos fossos das diferenças, das desigualdades económicas, que se agravaram brutalmente e a manutenção do equilíbrio do sistema político".

"Sabem que eu sou defensor de estabilidade e de compromisso, nesse sentido, sendo um fator de estabilização, de pacificação e de compromisso na sociedade portuguesa, eu acho que esses são os grandes temas - depois também a presidência portuguesa da União Europeia - sobre os quais os portugueses querem uma resposta", acrescentou.

Questionado sobre o seu orçamento de campanha, o candidato declarou que são "25 mil euros", acrescentando: "Tenciono não gastar mais do que isso".

De acordo com o documento no Tribunal Constitucional, a maior parte dos gastos serão com "custos administrativos e operacionais", no valor de 16 mil euros. O candidato estima gastar 3.500 euros em "propaganda, comunicação impressa e digital", 1.500 euros com a "conceção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado ".

Quanto às receitas, o valor previsto para a subvenção estatal é também de 25 mil euros e o orçamento não contempla contribuições de partidos políticos nem angariação de fundos, mas apenas donativos no valor de 1500 euros.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG