Covid-19

Variante delta representa quase 90% dos novos contágios em Portugal

Variante delta representa quase 90% dos novos contágios em Portugal

A variante delta foi a mais "prevalente", "com uma frequência relativa de 89.1%", entre 21 e 27 de junho, de acordo com um relatório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

A partir de 2022 sequências colhidas no mês de junho, o INSA revela que a frequência da variante delta aumentou durante aquele mês em todas as regiões de Portugal. A título de exemplo, o instituto adianta que no Norte, a variante passou de 17.7% (semana de 1 de junho) para 71.1% (semana de 21 de junho). Algo semelhante aconteceu nas ilhas com a Madeira, a passar de 12.5% para 85.7%, e os Açores, de 0.0% para 64.7%.

Das amostras analisadas, 55 apresentam a mutação K417N, considerada uma sub-linhagem da variante delta. Contudo, o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge não regista "uma tendência crescente, tendo sido detetada a uma frequência relativa inferior a 1%".

Por seu lado, a variante alpha, inicialmente associada ao Reino Unido, está em rota decrescente em Portugal. Em junho, representava 9.8% dos novos casos entre 21 e 27 de junho. As variantes beta (associada à África do Sul) e gamma (associada a Manaus, no Brasil) estão sem "tendência crescente" nas últimas amostras.

Há novos nomes a entrar no panorama da covid-19 em Portugal. O relatório sobre diversidade genética do novo coronavírus destaca a variante/linhagem B.1.621 (detetada inicialmente na Colômbia) com uma frequência relativa entre 1.0% e 0.4%, em junho. A variante lambda, com circulação "nas regiões do Peru e do Chile", foram apenas detetados dois casos de covid-19 desde abril deste ano.

Portugal voltou a registar esta terça-feira mais de dois mil casos diários de covid-19. Em 24 horas, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirma mais 2170 infeções e uma vítima mortal.

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