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Manuel Molinos

Travão ao Ano Novo e às orientações ridículas

Faz todo o sentido a mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa escrita ontem no site da Presidência da República a propósito de mais uma renovação do estado de emergência. "Ou celebramos o Natal com bom senso, maturidade cívica e justa contenção ou janeiro conhecerá, inevitavelmente, o agravamento da pandemia". O recado é simples. É claro. As famílias não precisam de criatividades. Nem de insólitas sugestões que incluem "visitas rápidas de familiares no quintal", troca de presentes "como compotas", ceia celebrada ao pequeno-almoço ou ao almoço da véspera e videochamadas com os avós. Caricatas, mas levadas a sério pela DGS quando proferidas pelo subdiretor-geral da Saúde, Rui Portugal.

Manuel Molinos

Escutar quem escapou à morte

Quatro meses em coma. Alucinações e transtornos psicológicos. "Há quem diga que só apanha quem não for forte. Eu fui à tropa e apanhei", explica António Rodrigues, de 53 anos. "Uma enfermaria de cuidados intensivos é uma coisa muito agressiva e complicada. Os enfermeiros e os auxiliares trabalham tanto. As pessoas não têm ideia. E ganham tão pouco. É incrível. Eu dava um espirro - em sentido figurado - e tinha três pessoas à minha volta", descreve Rui Ribeiro.

Manuel Molinos

Erro no agendamento do luto nacional

Haverá um dia de luto nacional para cada morte que se segue? Percebe-se a homenagem que o Governo quer prestar aos mortos, em cemitérios vazios no Dia de Finados e, em particular, às mais de 2200 vítimas mortais da doença de covid-19. Entende-se o ato. Mas quando assistimos a algum desnorte e contradições nas medidas de combate à pandemia, a homenagem marcada para dia 2 de novembro poderá ser lida como mais um momento de marketing político.