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Paulo Baldaia

O deslumbre na corte

O erro crasso cometido pelo PSD foi o de ter cedido na cláusula de salvaguarda para ter um texto único aprovado na comissão. Avocar essa alínea para votação em plenário era o único caminho possível. Mas o mal estava feito. Dar pretexto para um golpe palaciano, numa corte que morre de tédio sempre que o nível de polémica baixa de intensidade, serviu para reconciliar a generalidade dos analistas com um PS que eles próprios diziam estar moribundo na campanha das europeias.

Paulo Baldaia

Marcelo continua a ser do povo

Marcelo procurou, desde o primeiro dia, estar perto do povo para que fosse o povo, em primeira mão, a avaliar a sua performance como presidente de todos os portugueses. Eu pude testemunhar o primeiro passo dado nesse sentido. A 9 de março de 2016, desci a Calçada da Estrela para me dirigir à Assembleia da República e comentar a posse do quinto presidente da Republica eleito no pós-25 de Abril. Marcelo Rebelo de Sousa resolveu ir a pé para a tomada de posse e cruzamo-nos no caminho. Na rua toda a gente o queria cumprimentar, as janelas de um autocarro que passa abriram-se e abriram-se também uma série de sorrisos de gente feliz por lhe poder gritar: "Marcelo!". Uma carrinha com pedreiros, a caminho de uma obra, não quis ficar atrás e entrou na festa. Como entraram todos, os que com ele se cruzaram naquele dia.

Paulo Baldaia

Esquerda, Direita, e um país em luta

A luta que o país tem de travar para acabar com a violência doméstica merecia melhores ativistas de Direita e de Esquerda. Confesso a vergonha alheia com que assisti a discussões nas redes sociais, com ilustres pensadores a esgrimir argumentos para saber se as mortes da sogra e da filha às mãos do homicida do Seixal deveriam ou não ser incluídas na violência contra as mulheres. Como se o facto de haver mais ou menos mulheres mortas pudesse servir para dar razão a alguma das partes.

Paulo Baldaia

De que cor é a pele de um pobre?

Em Portugal há discriminação? Claro que há! É até provável que as pessoas se sintam envergonhadas quando dão conta que discriminam outras pessoas pela cor da pele, pelo país de origem, pela religião, pela opção sexual, pelo estrato social, por tanta outra coisa. Envergonham-se, desculpam-se a si próprias e repetem a discriminação à primeira oportunidade. Há muito chega-para-lá, como há desde-que-não-vivam-no-meu-prédio. Ciganos, por exemplo.