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Paulo Baldaia

Maioria às cavalistas da "geringonça"

A mais recente entrevista de António Costa serviu para o primeiro-ministro confessar que a resistência eleitoral do Bloco de Esquerda o chateia. Não apenas pelas razões por ele evocadas mas, sobretudo, porque a maioria absoluta ainda não está garantida. A ânsia de ser notícia ao meio-dia, crítica feita pelo líder do PS aos bloquistas, é uma coisa que cola muito bem a este Governo que vive na ânsia de comunicar tudo que corre bem e desculpabilizar-se de tudo o que corre mal. O BE pode até estar convencido que comunica muito bem, mas nesse campo é completamente amador ao lado do PS. O que o BE sempre teve, e talvez agora tenha menos, são redações muito amigáveis.

Paulo Baldaia

Nas garras do falcão

É consensual que as reivindicações dos motoristas de mercadorias perigosas são justas. Não o negam os patrões, nem o contradiz o Governo, e mal se percebe, portanto, que esta paralisação possa ser considerada injusta. Ao decretar a requisição civil, o Governo responde da única forma que podia responder perante o não cumprimento dos serviços mínimos, mas a justiça desta luta já está perdida. A partir daqui, só pode piorar para os trabalhadores em greve.

Paulo Baldaia

O deslumbre na corte

O erro crasso cometido pelo PSD foi o de ter cedido na cláusula de salvaguarda para ter um texto único aprovado na comissão. Avocar essa alínea para votação em plenário era o único caminho possível. Mas o mal estava feito. Dar pretexto para um golpe palaciano, numa corte que morre de tédio sempre que o nível de polémica baixa de intensidade, serviu para reconciliar a generalidade dos analistas com um PS que eles próprios diziam estar moribundo na campanha das europeias.