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Paulo Baldaia

Assim se vê a força de você!

Você, caro leitor e eleitor, já anda a ser assediado para umas eleições que só vão acontecer dentro de um ano. Não é ainda tempo de lhe lançarem slogans que parecem promessas ou vontades que nunca serão assumidas como compromissos. Por agora, eles estão só a tentar pôr na sua cabeça uma ideia, a ideia de que você sozinho consegue determinar como é que o PS vai governar na próxima legislatura. Se estiver atento, você vai ver que ninguém põe em causa a vitória de António Costa, o que os preocupa é a força que você lhe vai dar.

Paulo Baldaia

Como se constrói uma maioria que não se pede

Esta época de verão em que pouca política acontece, e se critica Rio por estar desaparecido e Cristas por aparecer demais, chegou ao fim. Os socialistas já voltaram e Costa promete um Mundo ainda melhor do que o Mundo em que vivemos. No próximo fim de semana começam a regressar os outros. A um ano das legislativas o que se discute é se o PS vai ter maioria absoluta e se o seu líder a deve defender ou se já o está fazer quando pede aos que nunca votaram nele que o façam agora.

Paulo Baldaia

Tudo OK. Zero Killed

No início de verão tardio que pôs a serra de Monchique a arder durante sete longos dias não houve mortos. Ainda bem. Há quem coloque o seu destino nas mãos de Deus e quem, como os portugueses do interior, tenha a vida suspensa pela ação da GNR. Retirados à força, muitas vezes, das casas que queriam defender. A vida colocada em perigo para defender o que lhes levou uma vida inteira a construir. Por isso, o discurso político tinha de ser mais humilde, mais perto do que verdadeiramente sentiram as pessoas por quem o fogo passou. Casas destruídas, carros queimados pelo fogo, animais mortos, quase 30 mil hectares de floresta ardida, mas não houve mortos. Tudo OK? 0 Killed, em português zero mortos, mas não chega. Para ser um êxito, não chega.

Paulo Baldaia

O lado luminoso e o lado escuro de Costa

Em tempo de férias, antecipando a dura discussão que vai ser preciso fazer sobre o Orçamento do Estado para 2019, anda o Governo atarefado em colocar alguma água na fervura em que assentou a política de que tudo era possível, bastando fazer tudo ao contrário do que foi feito no tempo da troika. Sendo que tudo diferente, tendo em conta a coligação parlamentar formada para viabilizar o Governo do PS, era repor os rendimentos e fazer crer aos sindicatos da Função Pública que também eles faziam parte da santa aliança. O problema é que as grandes expectativas jogam sempre contra quem as gera. Mais depressa ou mais devagar, o caminho era para ser feito em conjunto. Só que o caminho, mais metro menos metro, chegou ao fim. Agora é preciso preparar o último orçamento e as eleições do próximo ano.

Paulo Baldaia

Sobre Tancos exige-se mais a Marcelo

O assalto a Tancos foi desde o início uma história mal contada. Para começar, quando foi dado conhecimento público deste roubo, os militares "esqueceram-se" de colocar na lista do material desaparecido umas dezenas de lança-granadas e uma grande quantidade de explosivos. A mostrar que confiar neles para resolver este assunto não era grande ideia, quando o material apareceu, depois de uma denúncia anónima, estava lá material de guerra que não se sabia desviado. Hoje ninguém pode garantir que material foi roubado e que material foi devolvido.