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Emídio Gomes

A organização da universidade

Durante muitos anos as universidades assumiram que a sua função primordial se concentrava na graduação dos recursos humanos que a ela acediam. Até à década de setenta o acesso o Ensino Superior era restrito e maioritariamente concentrado nas classes sociais mais elevadas. Só a partir daí se assistiu a uma massificação progressiva deste nível de ensino, muito marcada pelo arranque das "novas universidades", acompanhado pela instalação do ensino politécnico, parte do qual evoluiu posteriormente para ensino universitário. Para termos uma ideia dos valores em causa, temos que em 1978 se encontravam 81 582 alunos matriculados no Ensino Superior, passando este valor para 385 247 em 2019.

Emídio Gomes

A redescoberta do território

Em fase de saída de um confinamento obrigatório, imposto pelos estados de emergência e calamidade, vivemos com intensidade os primeiros dias da redescoberta da liberdade de movimentos. São os vários passadiços serpenteando dunas, montanhas com vistas de cortar a respiração, ou as margens das muitas marginais dos rios. Ocupamos com alegria as esplanadas, passeamos a pé, ou de bicicleta, pelos espaços livres dos muitos arruamentos reservados para tal.

Emídio Gomes

A sonhar com um país melhor

Coincide este artigo com o primeiro dia de um novo ano e início de uma década. Momento simbólico, em que renovamos desejos e sonhos de dias melhores. Vivo hoje num país diferente, para melhor, do que aquele que conheci durante a minha infância e juventude. Onde o acesso à saúde, à educação e habitação condigna, entre outros, eram privilégio de uma parte minoritária da população. É por isso razoável e justo que a análise prospetiva tenha em conta o enorme avanço civilizacional que o Portugal democrático representa. O que não nos deve impedir de perceber o que correu menos bem e desejar, ou sonhar, a sua correção.