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Emídio Gomes

A redescoberta do território

Em fase de saída de um confinamento obrigatório, imposto pelos estados de emergência e calamidade, vivemos com intensidade os primeiros dias da redescoberta da liberdade de movimentos. São os vários passadiços serpenteando dunas, montanhas com vistas de cortar a respiração, ou as margens das muitas marginais dos rios. Ocupamos com alegria as esplanadas, passeamos a pé, ou de bicicleta, pelos espaços livres dos muitos arruamentos reservados para tal.

Emídio Gomes

A sonhar com um país melhor

Coincide este artigo com o primeiro dia de um novo ano e início de uma década. Momento simbólico, em que renovamos desejos e sonhos de dias melhores. Vivo hoje num país diferente, para melhor, do que aquele que conheci durante a minha infância e juventude. Onde o acesso à saúde, à educação e habitação condigna, entre outros, eram privilégio de uma parte minoritária da população. É por isso razoável e justo que a análise prospetiva tenha em conta o enorme avanço civilizacional que o Portugal democrático representa. O que não nos deve impedir de perceber o que correu menos bem e desejar, ou sonhar, a sua correção.

Emídio Gomes

Há algo de errado nisto tudo!

Tenho sempre dificuldade em entender a maioria das greves. Durante 35 anos de vínculo ao Estado, registo um único dia de greve, algures durante o ano de 1994: a então ministra da Educação, pessoa de bem, mas sempre com uma gritante falta de jeito, resolveu insultar os docentes universitários, a propósito das suas possíveis motivações. No dia seguinte, fiz questão de registar a minha adesão à greve, permanecendo, no entanto, a trabalhar durante todo esse dia. Não gosto desta forma reivindicativa sistemática de um qualquer direito. Não tenho grande apreço pela atividade dos sindicatos, onde nunca estive inscrito, ainda menos pelas suas ligações cruzadas aos partidos de uma esquerda instável e cada vez mais difusa.