O Jogo ao Vivo

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Emídio Gomes

As leituras da comunicação

Faz tempo que retive o exemplo clássico da forma como o ruído pode alterar o conteúdo de uma mensagem. A ordem simples do capitão ao sargento-ajudante, de convocar a companhia para observar, no dia seguinte e em uniforme de campanha, um eclipse do sol, foi na sua terceira iteração transformada numa explicação do eclipse sobre o capitão. No tempo difícil que estamos a atravessar, a comunicação com ruído e difícil de entender deve ser evitada, por forma a maximizar o objetivo da mensagem.

Emídio Gomes

A segurança e a sua perceção

Os valores ligados ao conceito de segurança são bastante mais vastos do que os episódios correntes que nos assolam através dos média. Num mundo ideal poderíamos imaginar a vigilância policial como dispensável, dado que ninguém faria nada que a tornasse necessária. Mas, facto, sabemos que a realidade é diferente desse imaginário, o que faz com que a segurança constitua uma das mais importantes tarefas de um Estado de direito. Não devemos nunca esquecer que a primeira e mais primordial função de uma força policial é zelar pelo bem-estar de todos e cada um de nós.

Emídio Gomes

Nos momentos difíceis saber olhar em frente

O ressurgimento em força da disseminação da covid-19, com evidência para a Região do Norte, mas de forma global em todo o território nacional, mostra que o vírus continua a não dar descanso, sendo que se parece querer diminuir o nível de virulência, face aos indicadores de mortalidade e internados em cuidados intensivos, a tendência da natureza para ser compensadora mostra uma maior capacidade e facilidade de propagação e contaminação cruzada. Após o enorme esforço realizado durante o período de confinamento derivado do estado de emergência, seguido de uma acalmia até ao período de férias de verão, há naturalmente um sentimento generalizado de frustração com a intensidade desta segunda vaga.

Emídio Gomes

Enfrentar a realidade

O início do ano letivo 2020-2021 vai obrigar-nos a ser capazes de enfrentar uma nova realidade, com o regresso de muitos milhares de alunos dos vários níveis de ensino à rotina habitual da partilha de espaços, mas desta vez com múltiplas condicionantes imanadas da ameaça de um vírus invisível, que se tem mostrado surpreendente na sua capacidade de multiplicação e ressurgimento, desde que no passado início de março alterou de forma significativa o nosso modelo de convívio em sociedade.

Emídio Gomes

A organização da universidade

Durante muitos anos as universidades assumiram que a sua função primordial se concentrava na graduação dos recursos humanos que a ela acediam. Até à década de setenta o acesso o Ensino Superior era restrito e maioritariamente concentrado nas classes sociais mais elevadas. Só a partir daí se assistiu a uma massificação progressiva deste nível de ensino, muito marcada pelo arranque das "novas universidades", acompanhado pela instalação do ensino politécnico, parte do qual evoluiu posteriormente para ensino universitário. Para termos uma ideia dos valores em causa, temos que em 1978 se encontravam 81 582 alunos matriculados no Ensino Superior, passando este valor para 385 247 em 2019.

Emídio Gomes

A redescoberta do território

Em fase de saída de um confinamento obrigatório, imposto pelos estados de emergência e calamidade, vivemos com intensidade os primeiros dias da redescoberta da liberdade de movimentos. São os vários passadiços serpenteando dunas, montanhas com vistas de cortar a respiração, ou as margens das muitas marginais dos rios. Ocupamos com alegria as esplanadas, passeamos a pé, ou de bicicleta, pelos espaços livres dos muitos arruamentos reservados para tal.