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Inês Cardoso

Portugal não é Lisboa

A frase é muitas vezes usada popularmente, mas nas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa adquire significado político. "Portugal não é Lisboa", afirmou o presidente da República no dia da posse para o seu segundo mandato. Num conjunto de iniciativas agendadas entre as duas maiores cidades do país, o chefe do Estado multiplicou-se em apelos à unidade - territorial, social, religiosa, na diversidade de origens de cada uma das pessoas que vive em Portugal.

Inês Cardoso

Os xerifes e os tribunais

São já muitos os acórdãos que têm colocado em causa, nos últimos meses, decisões consideradas abusivas no isolamento profilático de cidadãos chegados a territórios ou regiões. Divergem na fundamentação, mas coincidem em pontos essenciais que importa reter. Primeiro, que só ao abrigo do estado de emergência é possível limitar direitos essenciais. Segundo, que apenas órgãos de soberania mandatados constitucionalmente para tal podem produzir leis e orientações nesse sentido.

Inês Cardoso

Um voto de confiança

Se alguém esperava um Governo de mão pesada, ou assustado perante a insistência dos alertas de especialistas receosos dos efeitos do alívio de medidas no período de Natal, teve uma surpresa ao ouvir anunciar o que aí vem. Se no Natal estava prometido um "mínimo de regras", também no Ano Novo, para quando António Costa tinha aludido a "todas as restrições", acabou por ser leve o quadro desenhado, incluindo com abertura da restauração até de madrugada.

Inês Cardoso

Equívoco ou desespero?

Caixões a arder, confrontos com a Polícia, centenas de pessoas em protesto, no Porto, contra o que dizem ser a morte do setor da restauração. As medidas restritivas nos concelhos de risco fizeram disparar a contestação e nem a promessa de um apoio específico para esta atividade amenizou as críticas. O Governo anunciou subsídios no valor de 20% das perdas de faturação, mas a própria fórmula de cálculo, tendo por base o rendimento médio nos fins de semana desde janeiro - com a maior parte do período afetado pela pandemia -, faz antever valores muito curtos para atenuar as dificuldades.

Inês Cardoso

Contra a covid marchar, marchar

Durante uma semana, ouvimos declarações insistentes de que desta vez teríamos um estado de emergência suave e preventivo. De repente, à meia-noite de um sábado, o primeiro-ministro anuncia ao país medidas duríssimas. Desde o início da pandemia usou-se a metáfora da guerra, que justifica um estado excecional e um recolher obrigatório de longo alcance, inédito na nossa democracia. Definitivamente, assumiu-se que este problema se resolve à bruta.