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União Europeia luta por ser independente do gás russo até 2030

União Europeia luta por ser independente do gás russo até 2030

A comissária europeia da Energia afirmou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), que o armazenamento de gás na União Europeia está "assegurado" para este inverno. Mas, admitiu, que falta garantir que a situação se mantém estável no próximo.

Kadri Simson, comissária europeia da Energia, foi ao Parlamento Europeu responder às questões dos eurodeputados sobre o aumento dos preços e da manipulação do mercado do gás.

Já esta terça-feira, antes do debate, Bruxelas avançou com orientações para os Estados-membros responderem à escalada dos preços da energia, como intervir nas tarifas da luz, em "circunstâncias excecionais". O plano a implementar chama-se "REPower EU".

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Porém, a Comissão ainda está em fase de estudos, a ouvir as partes interessadas e as opções concretas poderão só chegar nas próximas semanas.

Simson admitiu, perante os eurodeputados, que a comunicação de hoje do executivo comunitário tem uma meta: a da independência total do gás russo até ao final da década, ou seja, 2030.

A comissária avançou que Bruxelas está a preparar uma proposta, finalizada durante o mês de abril, de que "90% do armazenamento de gás" esteja assegurado "até 1 de outubro de cada ano".

Durante a sessão plenária desta semana, várias vozes no hemiciclo, incluindo da presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, salientaram a importância de não depender do gás russo. "Não podemos continuar a financiar a guerra", disse num seminário, esta segunda-feira.

Kadri Simson referiu aos eurodeputados que a União Europeia (UE) vai caminhar "a médio prazo mais para a energia verde" e reforçou a intenção de "acelerar a trajetória".

A comissária adiantou ainda ser necessário capacitar os consumidores face à "realidade dos preços voláteis da energia", não tendo concretizado em que consiste essa capacitação.

Quanto à manipulação do mercado do gás, Simson disse que Bruxelas continua a investigar práticas anticompetitivas.

Maria da Graça Carvalho, eurodeputada do PSD, fez uma intervenção no debate e pediu urgência nas medidas concretas de Bruxelas para "proteção dos consumidores em risco de pobreza energética" e também para as médias e pequenas empresas.

Para a deputada do grupo dos democratas-cristãos no Parlamento Europeu, a UE tem o desafio de garantir autonomia energética e diversificar os países de origem na importação do gás.

À semelhança da social-democrata, também o socialista Carlos Zorrinho disse ser uma "prioridade" as ligações de gás à Península Ibérica, nomeadamente a terceira interligação entre Portugal e Espanha.

Quanto ao programa "REPower UE", o eurodeputado dirigiu-se à comissária europeia e afirmou: "Faça-se, aprendamos com os erros".

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